Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro recorde de R$ 174 milhões no 2T26, alta de 44,6%, apesar de queda nas vendas

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A Moura Dubeux (MDNE3) registrou lucro líquido de R$ 173,9 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 44,6% sobre os R$ 120,3 milhões de um ano antes. O resultado foi o maior lucro trimestral da história da incorporadora, com margem líquida de 23,8%, ante 18,1% no 2T25. No primeiro semestre, o lucro chegou a R$ 329,4 milhões, crescimento de 72,8% em relação ao mesmo período de 2025.O avanço do resultado ocorreu mesmo com uma redução de 14,7% nas vendas e adesões líquidas, que somaram R$ 1,02 bilhão no segundo trimestre. Na comparação com o primeiro trimestre, a queda foi menor, de 1,6%. No acumulado do ano, porém, as vendas líquidas chegaram a R$ 2,05 bilhões, alta de 17,6%.A receita líquida da companhia foi de R$ 731,1 milhões entre abril e junho, avanço de 10% na comparação anual e de 16,5% ante o 1T26. O lucro bruto cresceu 27,4%, para R$ 281,9 milhões, enquanto a margem bruta passou de 33,3% para 38,6%, uma expansão de 5,3 pontos percentuais.O Ebitda ajustado alcançou R$ 178,8 milhões, alta de 34,7% em um ano. A margem Ebitda ajustada ficou em 24,5%, acima dos 20% registrados no 2T25. No semestre, o Ebitda ajustado foi de R$ 347,3 milhões, crescimento de 56,5%, com margem de 25,6%.Menos lançamentos, mas vendas ainda acima de R$ 1 bilhãoA companhia lançou seis empreendimentos no trimestre, com VGV líquido de R$ 1,01 bilhão, queda de 45,7% ante os R$ 1,86 bilhão do 2T25. Na comparação com o primeiro trimestre, a redução foi de 22,6%.No primeiro semestre, entretanto, os lançamentos somaram R$ 2,32 bilhões em VGV líquido, alta de 2,5% sobre os R$ 2,27 bilhões do mesmo período de 2025. Foram 14 empreendimentos lançados e 4.121 unidades, contra nove projetos e 1.873 unidades no primeiro semestre do ano passado.Entre os projetos lançados no segundo trimestre estão Salvador 220 e Cyano, na Bahia; Beach Class Macedos e Ún1ca Benfica, no Ceará; Beach Class João Pessoa, na Paraíba; e Ún1ca Veredas, no Rio Grande do Norte. A Bahia concentrou 59% do VGV líquido dos lançamentos do trimestre, com R$ 601 milhões.Nas vendas, o desempenho foi mais fraco na comparação anual. As vendas e adesões brutas da Moura Dubeux, considerando a participação da companhia, somaram R$ 1,09 bilhão, queda de 14,5%. Os distratos totalizaram R$ 73,2 milhões, 11,5% abaixo do 2T25. A relação entre distratos e vendas brutas, porém, ficou em 6,7%, contra 6,5% um ano antes.A companhia vendeu 1.680 unidades no trimestre, alta de 77,8% sobre as 945 unidades do 2T25. O aumento do número de unidades vendidas ocorreu em paralelo à redução do valor médio das vendas.Endividamento recuaA estrutura de capital também melhorou no trimestre. A Moura Dubeux encerrou o 2T26 com R$ 883,7 milhões em disponibilidades de caixa e R$ 940 milhões em dívida bruta. Com isso, a dívida líquida ficou em R$ 56,3 milhões, equivalente a 2,5% do patrimônio líquido, abaixo dos 4% registrados no fim do primeiro trimestre.No trimestre, houve geração de caixa de R$ 27,2 milhões. Considerando os últimos 12 meses, porém, a companhia ainda acumulava consumo de caixa de R$ 187 milhões, excluindo dividendos e o follow-on realizado no início do ano.Ao final de junho, a companhia tinha ainda 60 terrenos, com VGV potencial estimado em R$ 11,8 bilhões. Cerca de 63% desses terrenos foram adquiridos por meio de permutas. A Moura Dubeux também mantinha 69 projetos em andamento, totalizando 17.570 unidades e aproximadamente R$ 14,8 bilhões em VGV.No estoque, o valor de mercado era de aproximadamente R$ 4 bilhões, dos quais apenas 2,7% correspondiam a unidades prontas. Mais de 97% do estoque estava associado a entregas previstas entre 2026 e 2030.No primeiro semestre, a companhia entregou seis empreendimentos. No segundo trimestre, foram dois projetos, com VGV líquido de R$ 197 milhões.