Cogna (COGN3) tem lucro líquido ajustado de R$ 210,2 milhões no 2T, alta anual de 18%

Wait 5 sec.

A Cogna Educação (COGN3) divulgou nesta quarta-feira (12) os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), com crescimento de dois dígitos na receita e expansão do lucro líquido, em meio a um cenário de maior complexidade regulatória no setor de Educação Superior. A companhia teve lucro líquido ajustado de R$ 210,2 milhões no segundo trimestre, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano. Em entrevista ao InfoMoney, o CEO Roberto Valério classificou o período como “mais um trimestre excelente”, com destaque para a força da diversificação do portfólio da companhia.Leia tambémBanco do Brasil (BBAS3) tem lucro líquido de R$ 3,9 bi no 2TO banco divulgou seus dados na noite desta quarta-feira (12)“O segundo trimestre foi mais um trimestre excelente para nós, em todas as linhas: receita, Ebitda, lucro líquido, geração de caixa, redução de dívida”, afirmou o executivo. “Quando a gente olha o semestre, então, foi um semestre espetacular, especialmente do ponto de vista de geração de caixa livre.”Destaques financeirosA receita líquida da companhia somou R$ 1.960,7 milhões no trimestre, alta de 17,8% frente ao 2T25. No acumulado do primeiro semestre, o total atingiu R$ 4.106,9 milhões, avanço de 24,7% sobre o 1S25.O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA, na sigla em inglês) Recorrente cresceu 6,8%, para R$ 589,4 milhões, com pressão de 3,0 pontos percentuais na margem. Já o lucro líquido somou R$ 148,9 milhões, alta de 25,3% ante o mesmo período do ano anterior. O lucro líquido ajustado alcançou R$ 210,2 milhões, alta de 18,1%.Segundo Valério, os indicadores prioritários para a companhia hoje são justamente lucro líquido e geração de caixa livre — não mais a geração de caixa operacional após capex. “Nem falamos tanto de GCL após Capex, apesar de ter subido aí mais de 30%. Temos falado mais de GCL. O lucro líquido que subiu 25% no contábil no trimestre, 35% no ano. E o GCL que subiu 88% no trimestre e está subindo quase 80%, 78% no ano.”Com a Geração de Caixa Livre somando R$ 251,9 milhões no trimestre (+87,8%), o CEO destacou os principais destinos do capital: “A gente usou caixa para pagar dividendos. A gente pagou quase 29 milhões de dividendos. A gente fez a compra do Educbank. A gente reduziu a dívida em 21 milhões.”AlavancagemA dívida líquida recuou para R$ 2.775,4 milhões, levando a alavancagem a 1,10x o EBITDA ajustado — a menor da história da companhia desde o turnaround iniciado em 2020. “A alavancagem já não é um problema para a gente. É o nosso ponto ótimo aqui de Tax Shield. Como os juros ainda estão muito altos, apesar do Tax Shield, a gente ainda quer continuar reduzindo a dívida”, explicou Valério.Questionado sobre até quando a Cogna manterá essa estratégia de desalavancagem diante da Selic elevada, o CEO foi direto: “Enquanto a taxa de juros estiver tão alta, a gente vai continuar usando o capital para reduzir dívida só com o objetivo de pagar menos juros. Dado que não tem uma perspectiva da taxa cair, eu não tenho nenhuma perspectiva de quando é que a gente mudaria a estratégia.”Educação BásicaA unidade de Educação Básica — que passou a integrar Vasta e Saber sob uma única operação após a deslistagem da Vasta na Nasdaq no início de 2026 — foi a grande protagonista do trimestre. A receita do segmento somou R$ 650,2 milhões, salto de 50,5%, com todas as linhas de receita crescendo em dois dígitos.“De educação básica eu diria que foi um dos melhores trimestres da história da educação básica da Cogna”, afirmou Valério. O EBITDA Recorrente da divisão cresceu 62,7%, para R$ 74,0 milhões, com ganho de margem — resultado que, segundo o CEO, comprova o acerto da fusão entre Somos e Saber: “Mostra que a estratégia, a ideia de alocar capital para fechar a Somos fazia bastante sentido. Tem sinergias, tem eficiência de times comerciais.”O grande destaque foi o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático), com receita de R$ 124,1 milhões (+457,8%), fruto de um efeito de calendário somado a ganho real de mercado. “Teve um deslocamento no tempo, mas o programa em si foi maior, o governo acabou comprando mais e a gente teve mais market share — a gente ganhou 8 pontos de market share nesse programa”, explicou o CEO. O segmento B2G, por sua vez, cresceu 45,4%, refletindo a maturidade da carteira: “Hoje a gente tem mais de 100 contratos […] é a carteira que vem amadurecendo, vem crescendo.”“No trimestre passado, eu tinha dito que a gente tinha 60 contratos assinados, a gente assinou mais 10 nesses últimos 90 dias. Então a gente está com 70 contratos assinados, 13 escolas operando”, afirmou Valério sobre a franquia bilíngue Start-Anglo. Novo Marco RegulatórioJá a Kroton (Educação Superior) apresentou crescimento mais moderado: receita líquida de R$ 1.310,5 milhões (+6,3%) e EBITDA Recorrente de R$ 515,4 milhões (+1,8%), com pressão de 1,8 p.p. na margem. A base de alunos encerrou o período com retração de 3,7%, impactada pelas mudanças regulatórias na modalidade EAD.Para o CEO, a queda na base não é motivo de preocupação, já que decorre de uma mudança de mix. “A base está diminuindo, mas a receita está crescendo, por causa daquela mudança de perfil há menos alunos no total, especialmente porque tem menos EAD, mas os que entram de semipresencial e presencial, eles pagam mais, porque os cursos são mais caros.” Sobre a compressão de margem, ele reforçou que é um efeito esperado: “É natural que a gente tenha uma perda de margem, porque os cursos presenciais têm uma margem um pouco menor. Isso não significa que, do ponto de vista de receita e Ebitda, eles vão diminuir.”Quanto à inadimplência, Valério destacou a evolução do prazo médio de recebimento, que caiu de 47 para 39 dias na comparação anual.“Quando a gente começou lá em 2021, o prazo médio de pagamento era quase 135 dias. Agora a gente está em 39. É uma evolução gigantesca desde que a gente fez a reestruturação”, diz o CEO. Educbank Em 26 de junho, a Cogna elevou sua participação na Educbank Pagamentos Educacionais de 47% para 90%, por R$ 46,2 milhões. O executivo explicou a lógica por trás do movimento, que abre mais uma frente para a Cogna em serviços de educação. “A gente já tinha feito o investimento no Educbank há quatro anos atrás. O racional já havia sido sobre investir em um veículo que vai trazer gente competente, gente de bancos e de outros mercados. Vamos aprender ao longo do tempo e depois a gente decide se a gente quer controlar essa empresa”, afirma, antes da aquisição. Segundo o CEO, a aquisição amplia o leque de serviços que a Cogna pode oferecer às escolas parceiras: “A ideia é que a gente possa servi-los também através de soluções financeiras. Receita garantida, adiantamento de recebíveis ou empréstimos para eles fazerem expansão.”Capex em expansãoA companhia também elevou os investimentos no trimestre, com Capex Total de R$ 150,3 milhões (+39,3%), concentrados em duas frentes: a construção de novas unidades de medicina em São Luís e Dourados, e a contratação de autores para reforçar o portfólio editorial. “É um super prédio novinho, só para medicina […] em novembro os alunos já vão poder ver o prédio pronto, mas para a volta às aulas vão em fevereiro”, disse Valério sobre a unidade de São Luís.The post Cogna (COGN3) tem lucro líquido ajustado de R$ 210,2 milhões no 2T, alta anual de 18% appeared first on InfoMoney.