Eletronet, da Axia Energia (AXIA3), fecha parceria global e amplia conexão para nuvem e IAA Eletronet, empresa da Axia Energia (AXIA3), ampliou sua atuação no mercado de conectividade ao firmar uma parceria com a DE-CIX, uma das maiores operadoras de Internet Exchanges do mundo. O acordo conecta a infraestrutura nacional da companhia ao ecossistema global da empresa alemã e permite que clientes brasileiros acessem diretamente redes, provedores de nuvem e plataformas digitais internacionais.Na prática, a parceria combina a capilaridade da Eletronet no Brasil com uma estrutura global de interconexão. Hoje, a companhia opera 18 mil quilômetros de fibra óptica OPGW, 170 Edge Data Centers em 18 estados e conexões com 36 dos principais data centers do país. O plano de expansão prevê chegar a 26 mil quilômetros de rotas e 255 Edge Data Centers, distribuídos por 23 estados.Com o acordo, os clientes da Eletronet passam a ter acesso ao ecossistema da DE-CIX, que reúne milhares de redes, provedores de nuvem e plataformas digitais. A expectativa é de ganhos em latência, desempenho e resiliência, pontos cada vez mais importantes para aplicações como inteligência artificial, computação em nuvem e streaming.Parceria amplia portfólio da EletronetA companhia passa a integrar o Programa de Parceiros DE-CIX R³ na categoria Standard Reseller Partner. Com isso, poderá oferecer aos clientes serviços de interconexão da DE-CIX, incluindo peering, conectividade em nuvem e soluções de interconexão remota.A iniciativa amplia o escopo de atuação da Eletronet para além do transporte de dados e da infraestrutura óptica. Ao incorporar serviços de interconexão global ao portfólio, a empresa passa a atuar de forma mais direta sobre demandas de operadoras, provedores de internet, data centers e hyperscalers que precisam acessar conteúdo e serviços digitais hospedados em diferentes regiões.Segundo Cassio Lehmann, Chief Revenue Officer da Eletronet, a parceria cria novas possibilidades para os provedores de internet ao ampliar o acesso a conteúdos, plataformas e serviços digitais. Na avaliação do executivo, o movimento também reforça a estratégia da companhia de ampliar seu portfólio e apoiar a evolução da infraestrutura digital no país.IA e nuvem aumentam a demanda por infraestruturaO acordo acontece em um momento de expansão da demanda por serviços digitais no Brasil. O país conta hoje com cerca de 8,5 mil Sistemas Autônomos, os chamados ASNs, e segue ampliando o consumo de serviços em nuvem, inteligência artificial, streaming e digitalização empresarial.Esse crescimento torna a infraestrutura de interconexão mais relevante, porque aplicações distribuídas dependem de rotas eficientes para reduzir o tempo de resposta entre usuários, data centers e plataformas.Na avaliação de Natália Inácio, Partner Program Manager da DE-CIX Brasil, a próxima etapa de expansão do ecossistema de internet brasileiro passa justamente por conectar um número maior de redes regionais a plataformas globais, permitindo acesso direto a serviços de nuvem, IA e provedores digitais.A DE-CIX completa seu primeiro ano de operação comercial no Brasil com mais de 80 redes conectadas. Mais de 25% delas chegaram à plataforma por meio de parceiros locais, modelo que agora passa a incluir também a Eletronet.Expansão física segue em paraleloA nova parceria ocorre enquanto a Eletronet também amplia sua própria infraestrutura. A empresa, que atua há mais de 25 anos no setor de telecomunicações, utiliza cabos ópticos OPGW instalados em linhas de transmissão de energia elétrica, modelo que permite manter rotas redundantes e ampliar a disponibilidade da rede.Além dos atuais 18 mil quilômetros de fibra, a meta é encerrar 2026 com 26 mil quilômetros de rotas e presença em 23 estados, ao lado dos 255 Edge Data Centers previstos no plano de expansão. A companhia atende operadoras, provedores de internet, data centers e empresas que demandam conectividade de alta capacidade.A integração com a DE-CIX adiciona uma camada internacional a essa estrutura. Para a Eletronet, o avanço significa combinar a expansão física da rede brasileira com acesso a um ecossistema global de interconexão, justamente em um momento em que IA, nuvem e outras aplicações intensivas em dados aumentam a demanda por infraestrutura mais rápida e resiliente.