"Não usei carteira de advogado para mim, mas usei para o Lula", brinca Haddad

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O candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) disse, em tom de brincadeira, nesta terça-feira (11/8), que não precisou usar a carteira de membro da Ordem dos Advogados do Brasil – SP (OAB-SP) para si, mas sim para o presidente Lula. A declaração foi dada durante uma aula magna ministrada na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde Haddad, além de falar sobre temas econômicos, também relembrou brevemente sua trajetória como advogado antes de ingressar na política.“Eu me tornei advogado e, embora não seja advogado, mantenho a minha licença da Ordem dos Advogados [do Brasil] (OAB) aqui. Um dia, meu pai me perguntou por que eu continuava na OAB, eu falei, “pai, estou em um país complicado, que um dia eu posso precisar da carteira para mim. Então eu vou continuar sendo advogado””, afirmou o ex-ministro. “Eu não usei para mim, mas usei para o Lula, a minha carteira de advogado”, acrescentou. Leia também São PauloHaddad mira interior ao propor combate a roubo de carga e furto de gado São PauloPlano de segurança de Haddad prevê agência estadual antifacção em SP São PauloHaddad quer câmeras corporais de policiais com gravação contínua em SP Reinaldo AzevedoHaddad X Tarcísio: 1º debate de 2030 se Lula vencer Flávio em outubro Haddad, que busca se eleger para o governo de São Paulo neste ano, ministrou uma aula magna na Faculdade de Direito da USP, na região central da capital paulista. O evento teve como tema o “capitalismo superindustrial”, assunto que também dá nome ao livro mais recente do ex-ministro.Durante a atividade, Haddad falou sobre sua trajetória profissional e acadêmica e discutiu os impactos das transformações tecnológicas e econômicas no mundo contemporâneo.No livro, lançado em 2025 e discutido na aula, Haddad faz uma análise sobre as transformações provocadas pelo avanço tecnológico e pela inteligência artificial na economia. Na obra, o ex-ministro discute como a automação, a digitalização e a concentração de poder econômico alteram as relações de trabalho e os modelos tradicionais de produção, além dos desafios impostos ao Estado diante dessas mudanças.