Quatro dias após o terremoto na Colômbia, as regiões mais afetadas do país vivem “horas críticas” na busca por desaparecidos em meio ao caso. O cenário é descrito pela diretora-executiva da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) na Colômbia, María Inés Espinosa Calle, em conversa com o Metrópoles. “Essa é uma fase de emergência, um tempo de socorro. Essas horas são críticas, pois existem pessoas presas entre os escombros”, disse Calle.Além da corrida contra o tempo na busca por sobreviventes, cujas chances diminuem a cada hora e dia que se passa, a diretora da organização ligada ao papa Leão XIV revela que pessoas na áreas mais afetadas necessitam de itens básicos. Entre eles, água, alimentos não perecíveis, cobertores e barracas, que têm sido utilizadas como abrigos improvisados para aqueles cujas casas foram atingidas. Os números da tragédia388 municípios atingidos11.132 famílias afetadas265 mortos2.774 pessoas feridas20.557 casas danificadas3.715 casas destruídas64 prédios desabados1.087 escoladas afetadasO terremoto na Colômbia na última segunda-feira (10/8) teve magnitude 7,4, considerado de grandes proporções segundo Escala Richter. O epicentro do tremor aconteceu na cidade de San José del Palmar, localizada no departamento de Chocó. Ainda assim, o abalo sísmico, seguido por mais de 130 réplicas, afetou grande parte do país.Além das cidades colombianas de Manizales, Pereira, Cali, Quibdó, Bogotá e Medelín — a maioria delas localizadas no oeste do país, a área mais afetada pelo tremor —, o terremoto também foi sentido em outros países, como Panamá, Venezuela, Equador e Brasil.Veja as regiões mais afetadas pelo terremotoDe acordo com o Serviço Geológico Colombiano (SGC), o terremoto foi o mais forte a atingir o país nos últimos dez anos.Prédios, casas, escolas, igrejas e unidades de saúde foram afetadas pelo abalo sísmico. Algumas delas sofreram apenas danos parciais, enquanto outras desabaram completamente ou ficaram inutilizadas.Segundo o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, 496 pessoas seguem desaparecidas. Esse número, contudo, pode ser maior do que o divulgado pelas autoridades locais.Depois do terremoto, a sociedade civil organizou uma plataforma onde é possível registrar dados de pessoas cujos paradeiros são desconhecidos. Até a última atualização desta reportagem, mais de 4,1 mil pessoas seguiam com status de desaparecidas no site Colômbia te Busca. Leia também BrasilBrasil vai enviar ajuda para Colômbia após terremoto no país MundoColômbia quer apoio de apenas 4 países nos resgates após terremoto MundoApós críticas, governo da Colômbia diz “coordenar ajuda internacional” MundoApós terremoto, papa Leão XIV anuncia 100 mil euros para a Colômbia Ainda assim, o governo colombiano buscou apenas Estados Unidos, El Salvador, Israel e Equador para cooperação nos trabalhos de busca por sobreviventes. Segundo o diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (UNGRD), a decisão não foi tomada com base em questões políticas e ideológicas, apesar de que a nova administração colombiana ser alinhada as políticas dos quatro países.Até o momento, mais de 12 países anunciaram o envio de ajuda humanitária para a Colômbia após a tragédia, como Brasil, Peru, México e El Salvador.Já a União Europeia (UE) destinou 2,1 milhões de euros (cerca de R$ 11 milhões) em ajuda às vítimas do terremoto. O Vaticano também enviou 100 mil euros para a Colômbia. A organização Ajuda a Igreja que Sofre (ACN) também lançou uma campanha pelas vítimas na Colômbia. Clique aqui e saiba como ajudar.