Durante anos, escolher uma profissão significava, em grande medida, escolher uma área de especialização e construir nela uma carreira. A transformação tecnológica veio alterar essa lógica. Num mercado em que ferramentas, processos e funções mudam a uma velocidade crescente, a capacidade de aprender e adaptar-se tornou-se uma competência profissional por si só.A inteligência artificial, a automação, a cloud e a utilização crescente de dados estão a transformar o modo como as organizações trabalham. Ao mesmo tempo, competências que não podem ser facilmente automatizadas, como o pensamento crítico, a comunicação ou a capacidade de resolver problemas, ganham peso.É neste contexto que a Olisipo, empresa portuguesa especializada em recrutamento, outsourcing e formação na área das tecnologias de informação, identifica seis áreas de formação que podem reforçar a empregabilidade e abrir novas oportunidades profissionais.Inteligência artificial deixa de ser apenas uma ferramentaA inteligência artificial já não é apenas uma tecnologia reservada a especialistas. A sua integração nas empresas está a criar novas necessidades e a alterar funções existentes.Para os profissionais, a questão passa cada vez menos por saber utilizar uma ferramenta de IA generativa e mais por compreender como esta pode ser integrada nos processos de trabalho. Automatizar tarefas, desenhar novos fluxos e desenvolver soluções baseadas em IA são competências que começam a ganhar maior relevância.Entre as áreas que estão a emergir encontram-se AI Engineering, Vibe Coding, Prompt Engineering e AI Product Management, refletindo uma evolução do papel da tecnologia dentro das organizações.Cibersegurança ganha importânciaQuanto maior é a dependência das empresas dos sistemas digitais, maior é também a exposição a riscos de segurança.A cibersegurança tornou-se, por isso, uma preocupação transversal a organizações de diferentes setores. O conhecimento técnico continua a ser fundamental, mas a área está a exigir competências cada vez mais abrangentes.Cloud security, governança, gestão de risco e proteção de dados são alguns dos conhecimentos que acompanham esta transformação, num contexto em que as organizações enfrentam simultaneamente novas ameaças digitais e exigências regulamentares mais complexas.Dados passam a orientar decisõesTodos os dias, as organizações geram grandes quantidades de informação. O desafio está em transformar esses dados em conhecimento que possa ser utilizado para tomar decisões.É aqui que entram áreas como data analytics e data science. A análise de dados, a visualização de informação, a estatística aplicada e o machine learning permitem identificar padrões, antecipar tendências e apoiar decisões empresariais.Mais do que acumular informação, as empresas procuram profissionais capazes de perceber o que os dados significam e como podem ser utilizados.A cloud continua a mudar as infraestruturasA migração de infraestruturas, aplicações e serviços para a cloud continua a transformar a forma como as organizações gerem a sua tecnologia.Esta evolução aumenta a procura por profissionais capazes de desenhar arquiteturas, garantir a segurança dos sistemas e utilizar os recursos de forma eficiente. O conhecimento de cloud computing tornou-se, assim, uma competência relevante para diferentes funções tecnológicas.Programar já não chegaO desenvolvimento de software continua a ser uma das bases do setor tecnológico, mas o perfil do programador também está a mudar.A programação é apenas uma parte do trabalho. As organizações procuram profissionais familiarizados com automação, integração contínua, DevOps e ferramentas que permitam criar e implementar soluções de forma mais rápida e colaborativa.A evolução tecnológica não elimina a necessidade de programadores. Pelo contrário, está a transformar aquilo que se espera deles.As competências humanas ganham valorHá, por fim, uma dimensão da formação que não passa por aprender uma nova linguagem de programação ou dominar uma ferramenta tecnológica.À medida que algumas tarefas técnicas podem ser automatizadas, competências como pensamento crítico, comunicação, liderança e resolução de problemas tornam-se mais importantes. São estas capacidades que permitem interpretar situações, tomar decisões e trabalhar com diferentes perfis profissionais.«Durante muitos anos, a principal preocupação dos profissionais era escolher a profissão certa, mas hoje é preciso pensar nas competências que devemos desenvolver, ao longo do tempo, para continuarmos relevantes no mercado», afirma José Ninhos, Head of Learning da Olisipo.Para o responsável, a aprendizagem contínua tornou-se um dos principais fatores de empregabilidade, num contexto em que «a capacidade de adaptação» assume uma importância crescente.A aposta nesta aprendizagem é também uma das áreas de atuação da Olisipo Learning. A empresa disponibiliza mais de 300 cursos e certificações destinados a apoiar a evolução profissional de colaboradores, clientes e parceiros.Com mais de 30 anos de experiência, a Olisipo foi reconhecida em 2026 com o selo Great Place to Work e ficou entre as dez melhores empresas para trabalhar em Portugal na categoria de organizações com mais de 500 colaboradores. A empresa conta atualmente com mais de 40 clientes e mais de 160 oportunidades de emprego disponíveis.Num mercado em transformação, a questão pode já não ser apenas qual a profissão a escolher. É também saber quais as competências que vale a pena continuar a aprender.O conteúdo Aprender ou ficar para trás: seis competências para o novo mercado de trabalho aparece primeiro em Revista Líder.