Blockchain.RIO consolida o Rio como palco global da inovação financeira

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A Blockchain Rio Week 2026 começou nesta terça-feira, 11 de agosto, no Rio de Janeiro, com um dia inteiramente dedicado à camada institucional do setor — reguladores, bancos centrais, associações de mercado e grandes instituições financeiras, antes da abertura do evento principal para o público mais amplo. A programação do dia teve dois momentos centrais: o Financial Infrastructure Forum – LATAM, presented by Cainvest, realizado no Museu do Amanhã das 14h às 18h, e o Blockchain Leaders, encontro executivo mais reservado na Casa Camolese, no Jockey Club da Gávea, das 19h às 23h.Os dois encontros fazem parte da Blockchain Rio Week 2026, que se estende até o dia 13 de agosto e culmina no evento principal, o Blockchain.RIO, nos dias 12 e 13, no ExpoRio, na Cidade Nova. Esta é a quinta edição do Blockchain.RIO, criado em 2022 por Francisco Carvalho e hoje o maior evento de blockchain e ativos digitais da América Latina — a edição de 2025 reuniu cerca de 15 mil visitantes, 400 palestrantes e 100 patrocinadores, e a organização projeta números ainda maiores para 2026, com mais de 500 palestrantes, mais de 150 patrocinadores e apoiadores, e mais de 200 conteúdos entre trilhas, painéis e palestras.Segundo Francisco Carvalho, CEO do Blockchain.RIO, a criação do Financial Infrastructure Forum – LATAM como uma frente própria, separada do Leaders e do evento principal, é um sinal de que “o mercado amadureceu” e saiu de uma fase de evangelização para uma fase de implementação, regulação e institucionalização.Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por Blockchain.RIO (@blockchainrio)Financial Infrastructure Forum – LATAM: a estreia da nova frente institucionalO Financial Infrastructure Forum nasceu como iniciativa inédita desta edição, pensada para reunir, em ambiente fechado e de alta curadoria, bancos centrais, reguladores de valores mobiliários, associações do mercado financeiro, bancos e provedores de infraestrutura de pagamentos. A proposta declarada do fórum é discutir os temas que devem moldar a próxima fase dos mercados financeiros: tokenização de ativos, stablecoins e pagamentos cross-border, infraestrutura digital de mercado, sistemas de pagamento interoperáveis e convergência regulatória na América Latina.O evento reúne representantes de instituições como Banco Central do Brasil, CVM, ANBIMA, Banco Central del Uruguay, Banco Central de Chile, Banco Central de Reserva del Perú, a Comissão Nacional de Ativos Digitais de El Salvador (CNAD), a Superintendencia del Mercado de Valores do Peru e o BIS Innovation Hub Hong Kong Centre. Foi nesse palco que aconteceram as duas falas de maior repercussão regulatória do dia: a do Banco Central sobre staking e a da ANBIMA sobre seu sandbox de tokenização.Banco Central prepara nova rodada de regras para stakingDurante a abertura do fórum, Nagel Paulino, Head of unit do Banco Central do Brasil, anunciou que a autarquia prepara uma nova etapa de regulamentação para as operações de staking no mercado de ativos virtuais — especificamente para o modelo de staking as a service, em que uma empresa executa ou viabiliza o staking em nome do cliente.O staking já tem obrigações básicas definidas pela Resolução BCB nº 520, em vigor desde fevereiro de 2026, que exige transparência sobre riscos de perda de ativos, volatilidade durante o resgate, prazos e método de recompensa. Segundo Paulino, o BC optou por não avançar em todas as frentes simultaneamente porque priorizou primeiro o processo de autorização das empresas de ativos virtuais — e só agora parte para uma etapa de “calibragens” mais específicas sobre o serviço. Ele não deu prazo nem detalhou o instrumento normativo que será usado, mas confirmou que o mercado já apresentou contribuições sobre o tema.O que já está valendo hojeVale lembrar que o staking, ao contrário do que a fala de Paulino pode sugerir à primeira vista, não é um mercado hoje sem qualquer regra. O arcabouço vigente foi publicado em 10 de novembro de 2025, após consultas públicas conduzidas pelo BC, e se apoia em três normas principais:Resolução BCB nº 519 — trata dos processos de autorização das prestadoras de serviços de ativos virtuais;Resolução BCB nº 520 — disciplina a constituição e o funcionamento dessas prestadoras, e é a norma que reconhece o staking como atividade permitida;Resolução BCB nº 521 — enquadra determinadas operações com ativos virtuais no mercado de câmbio.A Resolução 520 define staking como o bloqueio de ativos do cliente, pela prestadora, para participar da validação de transações em redes que utilizam prova de participação (proof of stake), com possibilidade de recompensa.O artigo 71 da norma já obriga a prestadora a informar claramente ao cliente: o risco de perda dos ativos por falhas operacionais na validação; o risco de volatilidade durante o prazo de resgate; os riscos de mercado e de liquidez enquanto os ativos ficam imobilizados; os prazos e condições de resgate; e o método de recompensa da operação. O contrato também precisa explicar em que condições a empresa pode fazer staking com os ativos do cliente, como funciona a autorização e quais são os limites e prazos da operação.Ou seja: a “nova etapa” anunciada por Paulino não cria o marco regulatório do staking do zero — ela complementa uma base que já trata de informação ao consumidor, contrato, custódia e riscos, ajustando pontos mais específicos do serviço, sobretudo no modelo as a service.Por que o staking as a service pede regras própriasO staking é parte do funcionamento de redes que usam o mecanismo de consenso proof of stake: em vez de mineração, essas redes selecionam validadores que colocam ativos em garantia para verificar transações e, em alguns casos, propor novos blocos, recebendo recompensas em troca. Condutas indevidas do validador podem gerar penalidades e até perda de parte dos ativos — mecanismo conhecido como slashing.No modelo as a service, o cliente não precisa operar toda a infraestrutura técnica de um validador: um prestador executa essa função ou viabiliza o acesso ao serviço em seu nome. Isso cria uma camada adicional de relacionamento, que soma aos riscos da própria rede outras questões — custódia, autorização para movimentar ou bloquear os ativos, contratação de terceiros, prazos de saída, divisão das recompensas e responsabilidade por falhas. É justamente essa camada que o BC quer calibrar com mais precisão. Paulino afirmou que o BC já recebeu manifestações do mercado sobre o tema e mantém uma trilha de trabalho para avaliar a convergência entre a regulação geral de ativos virtuais e o tratamento específico do staking as a service, sem detalhar o teor dessas contribuições.A lacuna na emissão de ativosPaulino também apontou uma fronteira regulatória que vai além do staking: a emissão de determinados ativos. Segundo ele, a primeira etapa da regulamentação brasileira se concentrou no prestador de serviços e na cadeia de intermediação e custódia — quando o tema passa a ser a emissão do próprio ativo, o BC entende que pode ser necessária competência legal mais específica antes de disciplinar todos os elementos do produto. O trecho disponível de sua fala não permite identificar com segurança todas as classes de ativos citadas nesse ponto, então não é possível atribuir a declaração exclusivamente a stablecoins ou a outro tipo determinado de token — mas ficou clara a avaliação de que parte dessa agenda depende de lei e de diálogo entre BC, mercado e Congresso.Estrutura regulatória e segurança cibernéticaAo reconstruir a trajetória recente do BC, Paulino citou as normas de segmentação e funcionamento das prestadoras, as regras de mercado de câmbio e a disciplina de autorização. Toda essa estrutura deriva da Lei nº 14.478/2022 — o marco legal dos ativos virtuais, que determinou que prestadoras de serviços de ativos virtuais dependem de autorização federal — e do Decreto nº 11.563/2023, que atribuiu ao Banco Central a competência para regular, autorizar e supervisionar essas empresas, preservando as atribuições da CVM sobre tokens que sejam valores mobiliários. Dentro desse perímetro, o BC criou três modalidades de prestadoras: intermediárias, custodiantes e corretoras de ativos virtuais — estas últimas autorizadas a combinar intermediação e custódia —, seguindo o princípio de aproximar as exigências regulatórias do risco efetivamente assumido por cada atividade.Paulino afirmou que o BC aproveitou a experiência acumulada com instituições de pagamento e fintechs de crédito para desenhar o processo de autorização das prestadoras de ativos virtuais, incorporando requisitos de governança, controles internos, indicação de diretores responsáveis e políticas específicas — com carga regulatória proporcional, e não equivalente à aplicada aos grandes bancos.Na avaliação dele, o principal desafio está em transformar empresas pequenas e intensivas em tecnologia, muitas vezes criadas em torno de um único produto, em instituições preparadas para operar dentro do sistema financeiro — o que exige reforço de compliance, revisão de modelo de negócio e correção de vulnerabilidades operacionais.A segurança cibernética apareceu como ponto crítico: o BC criou exigências de certificação técnica como etapa adicional de escrutínio antes da autorização, para que as empresas cheguem ao regulador com condições mínimas de funcionamento, mesmo que ainda não estejam completamente maduras. Paulino reconheceu que o processo impõe dificuldades ao setor, descrevendo-o como uma “carga regulatória intensa para um período relativamente curto” — mas defendeu que essa diligência é necessária para que as empresas atravessem o período de maior vulnerabilidade e entrem no mercado com uma identidade regulada.ANBIMA revela sandbox de tokenização com 20 casos de usoTambém no Financial Infrastructure Forum, Erika Lacreta, gerente executiva de Mercado de Capitais da ANBIMA, apresentou duas frentes que a associação está tocando em paralelo: uma nova infraestrutura de testes para o mercado de capitais e a transformação de suas diretrizes experimentais para ativos virtuais em uma autorregulação efetiva, com supervisão das instituições participantes.Lacreta abriu sua fala destacando que a tecnologia deixou de ser apenas suporte operacional para ocupar posição central na infraestrutura financeira, remodelando negócios e a própria forma de pensar o funcionamento do mercado de capitais. Segundo ela, internet, blockchain e DLT já apoiam diferentes etapas do mercado hoje, e o desafio agora é entender se uma estrutura distribuída consegue preservar a eficiência e os controles do modelo tradicional.O sandbox de tokenização: debêntures e fundos em rede fechadaA entidade selecionou 20 casos de uso para um projeto-piloto de tokenização — um sandbox privado rodando em uma rede baseada em tecnologia de registro distribuído (DLT), simulando debêntures e fundos de investimento. É um ambiente fechado, sem investidores nem recursos financeiros reais, criado para medir possíveis ganhos operacionais e verificar se a tokenização reduz etapas e melhora o acompanhamento das operações.Os 20 casos estão divididos entre debêntures, fundos de investimento e experiências que combinam os dois instrumentos:Debêntures — o teste começa com a criação do título diretamente na infraestrutura tokenizada (emissão nativamente tokenizada), acompanhando todo o ciclo de vida do ativo dentro da rede, com os devidos controles.Fundos de investimento — a experiência vai além da representação digital das cotas: inclui processos de gestão, regras operacionais e automações executadas por contratos inteligentes (smart contracts). A ANBIMA quer entender como isso funciona e, depois, testar a interligação entre os dois lados — ativo e fundo — operando na mesma rede.Segundo Lacreta, a escolha por uma infraestrutura restrita e controlada permite observar as operações sem expor investidores ou instituições a riscos financeiros durante a fase de experimentação. O objetivo final é identificar a eficiência gerada e garantir que exista benefício concreto para todos os participantes — segurança jurídica e regulatória, eficiência operacional e ganhos reais para o mercado.Além dos ganhos operacionais, a ANBIMA avalia se a tokenização pode ampliar o acesso de investidores ao mercado de capitais: a tese é que automação, fracionamento de ativos e redução de custos permitiriam investimentos com tickets menores, “democratizando” o mercado. Os benefícios, segundo a executiva, não ficariam restritos aos investidores — emissores poderiam ter despesas menores, e os reguladores ganhariam novas ferramentas de acompanhamento e mais informação.Autorregulação experimental: o foco é custódiaParalelamente ao sandbox, a ANBIMA desenvolve sua agenda de autorregulação para ativos digitais e virtuais — uma frente com escopo diferente: enquanto o piloto testa a infraestrutura do mercado de capitais, a autorregulação começa pelas práticas de custódia, que Lacreta chamou de “o coração desse processo”. A primeira fase tem natureza experimental e busca acompanhar as instituições associadas durante a implementação da nova regulação do BC, identificando em conjunto o que ainda pode ser melhorado antes de evoluir para uma autorregulação efetiva, com supervisão também efetiva.A associação mantém ainda um grupo de trabalho dedicado a ativos digitais e virtuais, com a missão de pensar como o mercado pode evoluir para um ambiente cada vez mais digital — o que inclui administrar a convivência, que deve se prolongar por algum tempo, entre os sistemas tradicionais e as novas infraestruturas digitais.Há também uma rede de inovação mais ampla, que reúne não apenas associados, mas diferentes participantes da sociedade interessados no desenvolvimento dessas soluções.Diálogo com a CVM e o capítulo à parte das stablecoinsLacreta citou a criação de um grupo de trabalho sobre tokenização pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — reforçando que, no mercado de capitais, a CVM é o regulador de referência da ANBIMA — e mencionou também as discussões em curso sobre a ampliação das ofertas realizadas por plataformas de investimento participativo (crowdfunding), incluindo uma audiência pública sobre o tema, por ter bastante sinergia com a tokenização.Segundo ela, a ANBIMA tem participado dessas discussões e apoiado a CVM no processo regulatório.Ao final, Lacreta reconheceu que ainda existem desafios regulatórios e operacionais relevantes pela frente — entre eles, as stablecoins, ativos digitais projetados para manter paridade com moedas ou outros ativos de referência, que classificou como “um capítulo à parte” dentro dessa discussão mais ampla.Fenasbac cobra mais velocidade dos sandboxes regulatóriosRodrigoh Henriques, diretor de Inovação e Estratégia da Fenasbac (Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central), trouxe um tom mais crítico ao painel.Para ele, o debate sobre blockchain entrou em uma nova etapa: a tecnologia já provou suas possibilidades, o mercado e os reguladores já entenderam o que ela pode fazer, e a discussão precisa se concentrar agora na infraestrutura, nos serviços prestados e nas regras que sustentam essas soluções. Ele citou a experiência de El Salvador como exemplo de como transformar infraestrutura tecnológica em serviços que efetivamente cheguem ao usuário final.Henriques defendeu que nenhuma infraestrutura financeira existe sem base tecnológica e prestação de serviço — mas também não existe sem regulação, que estabelece limites, responsabilidades e condições de funcionamento. Sem isso, argumentou, a discussão fica “vazia” ou desvinculada de uma geografia específica, ainda que o setor goste de imaginar soluções que funcionem de forma global, independentemente da regulação de cada país. Para ele, uma solução realmente global precisa ser capaz de operar sob diferentes legislações e modelos de supervisão — um dos temas nos quais, segundo ele, a Fenasbac trabalha há dez anos, em parceria com o Banco Central e, mais recentemente, também com a ANBIMA via autorregulação.Ele apresentou o LIFT, ecossistema de inovação coordenado pela Fenasbac e pelo Banco Central, como um espaço em que novas soluções podem ser testadas antes de a regulação estar totalmente definida — o que, na visão dele, não exclui a regulação, mas facilita o processo, já que todo país que opera com sandbox regulatório entende a importância de haver flexibilidade enquanto novas soluções são testadas e colocadas em operação.Sua crítica principal, porém, foi à velocidade do modelo brasileiro de sandbox regulatório. Segundo ele, o Brasil recebeu inscrições e projetos no seu sandbox regulatório, mas não conseguiu abrir novos ciclos na velocidade exigida pela evolução tecnológica — existe uma dificuldade no tempo de resposta. Se uma empresa passa dois anos dentro de um sandbox, depois precisa renovar por mais dois anos e só então ver a regulação ser ajustada ao que foi testado, o processo acaba levando tempo demais. O risco, para Henriques, é que a tecnologia, o mercado ou o próprio modelo de negócio mudem antes de a experiência produzir uma resposta regulatória — um problema agravado pelo fato de as empresas já terem capital investido e mobilizado enquanto aguardam essa resposta.À noite: Blockchain Leaders, na Casa CamoleseEncerrado o fórum institucional no Museu do Amanhã, a programação seguiu no período da noite com o Blockchain Leaders, das 19h às 23h, na Casa Camolese, no Jockey Club da Gávea — sob o conceito “Where Traditional Finance Meets Digital Assets” (“Onde as Finanças Tradicionais Encontram os Ativos Digitais”).Diferente do Forum, de perfil mais regulatório, o Leaders é um encontro executivo mais reservado, voltado ao relacionamento estratégico entre C-levels, representantes de instituições financeiras, investidores, reguladores e provedores de infraestrutura.A edição de 2026 tem a Binance como patrocinadora master. Entre os patrocinadores Diamond estão CertiK, Cardano Foundation, OranjeBTC, Ripio, Stellar Development Foundation e Chainalysis; na categoria Platinum aparecem Ondo Finance, Ripple, XDC Network, Oxus Finance, Truther by Rezolve.AI e Crypto Finance — uma composição que reúne exchanges, redes blockchain, empresas de segurança e inteligência de blockchain, plataformas financeiras e organizações de infraestrutura institucional do setor.A programação de conteúdo da noite incluiu:Guilherme Gomes, CEO da OranjeBTC — “Bitcoin as Institutional Financial Infrastructure”, sobre o papel do Bitcoin na infraestrutura financeira institucional.Guido Messi, da Ripio — “Stablecoins 2026, a new frontier”, às 20h40, sobre o espaço crescente das stablecoins em pagamentos, liquidação e movimentação internacional de recursos.Federico Gomez Schumacher, da Stellar Development Foundation — “Tokenization is Easy, Distribution is Hard”, deslocando o debate da criação de ativos tokenizados para o desafio, mais difícil, de distribuí-los.Drey Dias, da Chainalysis — encerrando a programação de conteúdo com uma análise sobre compliance e confiança no mercado brasileiro de ativos digitais.O panorama regulatório internacional presente no diaUm dos traços marcantes da programação institucional deste ano — tanto no Forum quanto no Leaders — é a presença simultânea de reguladores de vários países da América Latina e de fora dela. Além do Banco Central e da CVM brasileiros, e da ANBIMA, a semana reúne nomes de bancos centrais do Uruguai, Chile e Peru, da Superintendencia del Mercado de Valores do Peru, do BIS Innovation Hub de Hong Kong, da autoridade de serviços financeiros de Dubai e da Comissão Nacional de Ativos Digitais de El Salvador (CNAD) — cujo presidente, Juan Carlos Reyes, é presença recorrente no Blockchain Rio e vem defendendo, em outros eventos do setor na América Latina neste ano, a criação de reguladores dedicados exclusivamente a ativos digitais, fora da estrutura tradicional de bancos centrais e comissões de valores mobiliários.Do lado do mercado privado brasileiro, a semana também tem confirmada a presença de executivos de Itaú, Bradesco, Santander e Inter, além de BTG Pactual — instituições que já vêm testando projetos de tokenização de ativos, como debêntures e fundos, em parceria com a própria ANBIMA.O que vem a seguir: 12 e 13 de agosto no ExpoRioEncerrado o dia institucional, a Blockchain Rio Week segue nos dias 12 e 13 de agosto com o evento principal, no ExpoRio, na Cidade Nova. É a parte mais aberta ao público da semana, estruturada em 13 trilhas de conteúdo que ampliam a leitura sobre como blockchain, ativos digitais, inteligência artificial, stablecoins, infraestrutura aberta e novas arquiteturas financeiras deixaram de ser discussões de nicho para ocupar o centro da agenda de negócios, tecnologia e desenvolvimento econômico no Brasil e na América Latina.Entre os temas confirmados nas trilhas estão:Global Finance — evolução dos pagamentos digitais e das transações internacionais impulsionadas por stablecoins;Regulation Rocks — desafios de modernização do sistema financeiro e aproximação entre inovação e segurança jurídica;Tokenização e Real World Assets (RWA);Stablecoins e pagamentos globais;Infraestrutura bancária e ativos digitais institucionais;DeFi e criptomoedas;Inteligência artificial e código aberto como aceleradores de inovação no setor;CRIA, voltada a sandboxes regulatórios e inovação;o novo Fórum Blockchain Academia x Indústria, criado nesta edição para aproximar pesquisadores e empresas e estimular a transferência de conhecimento entre universidades e mercado.A programação dos dois dias deve reunir nomes como Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil; Sergey Nazarov, cofundador da Chainlink; Michael Shaulov, CEO da Fireblocks; além de executivos de Coinbase, Binance, Circle, Bybit e representantes da CVM, do Ministério Público Federal e do Banco de Compensações Internacionais (BIS) — reforçando o caráter institucional que passou a marcar esta edição do Blockchain.RIO.Fonte: Blockchain.RIO consolida o Rio como palco global da inovação financeiraVeja mais notícias sobre Bitcoin. 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