O Executive Tea Club (ETC) iniciou a sua internacionalização no Médio Oriente, com presença ativa no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e no Bahrein. A expansão pretende aproximar empresárias portuguesas de líderes estabelecidas nestes mercados, apoiar a internacionalização de empresas e promover marcas nacionais.A criação de parcerias, o acesso a novos mercados e a valorização de mulheres com conhecimento especializado também fazem parte dos objetivos da rede, que procura construir pontes entre diferentes culturas, geografias e ecossistemas empresariais. Liderança feminina avança, mas o desequilíbrio permaneceRaquel Mota Pinto, cofundadora do ETC, assinala os progressos registados na presença de mulheres nos órgãos de administração das empresas cotadas. Segundo a responsável, esta representação mais do que duplicou nos últimos oito anos e estará agora próxima dos 37%, evolução também impulsionada pela implementação de quotas.Os dados do European Institute for Gender Equality, citados pelo Executive Tea Club, colocam Portugal entre os países que mais progrediram na presença feminina nas equipas de gestão das empresas cotadas. A percentagem terá passado de 8,2% para 17,4%, correspondendo a um crescimento de 112% em quase uma década. Apesar da evolução, Portugal encontrava-se, no ano anterior, na sétima posição entre os 30 países com menor representação de mulheres em funções de administração executiva.Entre os principais obstáculos à progressão das executivas, a rede identifica a disparidade salarial nos cargos de topo, as dificuldades de conciliação entre a carreira e a vida familiar, a reduzida adesão ao trabalho a tempo parcial e os preconceitos inconscientes que condicionam a evolução profissional. Uma rede que cresceu de 28 para mais de 530 mulheresCriado há três anos, o Executive Tea Club começou por reunir 28 executivas. Mais de 50 sessões depois, a comunidade já mobiliza mais de 530 mulheres, entre administradoras, diretoras-gerais, gestoras, CEO, consultoras, médicas, advogadas e contabilistas.A rede inclui ainda profissionais das áreas financeira, tecnológica, imobiliária, comunicação, educação, saúde, diplomacia, hotelaria, turismo, cultura, política e indústrias criativas. Todas estão ligadas por uma visão comum: «liderar com sofisticação, consciência, influência e impacto», explica Raquel Mota Pinto.Em Portugal, a comunidade possui polos ativos no Porto, em Lisboa e em Aveiro, mas pretende expandir o conceito e chegar a empresárias e altos quadros das cidades dos 18 distritos. Dubai e Bahrein abrem portas a novos negóciosSegundo Raquel Mota Pinto, a entrada no Médio Oriente foi possível graças à participação de mulheres com conhecimento local, sensibilidade cultural e ligação às comunidades empresariais.No Dubai, a embaixadora da rede permitiu desenvolver o novo polo com maior proximidade e compreensão do mercado. No Bahrein, está a ser construída uma comunidade feminina qualificada, internacional e alinhada com os valores do ETC.Para a empresária, estas geografias representam mais do que dois mercados com potencial de crescimento: são «uma forma de olhar para o mundo», marcada pela ambição, abertura e criatividade, mas também pela coragem de transformar o improvável em possível.Trata-se de mercados cosmopolitas, multiculturais e com uma forte presença de expatriadas, empresárias, investidoras, executivas e profissionais de várias nacionalidades.A diversidade encontrada nestes mercados está, segundo a responsável, alinhada com a missão de construir pontes entre culturas, negócios e geografias. Uma aplicação para prolongar o networkingA expansão internacional é acompanhada pelo reforço da componente tecnológica da comunidade. Durante a celebração do terceiro aniversário, em junho, o Executive Tea Club lançou uma aplicação para Android e iOS.Disponível em português e inglês, a aplicação facilita a comunicação entre as participantes, permite partilhar oportunidades de negócio e pedir apoio especializado às diferentes profissionais da rede. As sessões do Executive Tea Club são construídos em torno do ritual do chá, inspirado pela rainha consorte Catarina de Bragança.O objetivo é criar uma pausa no ritmo empresarial e reservar espaço para a partilha de conhecimento, a formação de alianças e a tomada de decisões. Segundo a fundadora, estes encontros permitem «desacelerar o ritmo corporativo e dar espaço a conversas com substância, alianças genuínas e decisões estratégicas tomadas com clareza, menos ruído e mais impacto».O conteúdo Rede portuguesa de mulheres executivas chega ao Dubai e ao Bahrein aparece primeiro em Revista Líder.