Os armamentos nucleares são os principais elementos que contêm a transformação de conflitos regionais em guerras mundiais, segundo análise do professor visitante da Universidade de Relações Exteriores da China, Marcus Vinícius de Freitas.“Esse elemento nuclear, em minha opinião, ainda é o grande impedimento de que isso [conflitos] se transforme em algo muito maior”, disse ao WW Especial.A guerra mais recente envolve Estados Unidos e Irã. Os ataques começaram no dia 28 de fevereiro e, mesmo depois de breves pausas, seguem marcando o Oriente Médio. Desde o início, o conflito se espalhou pela região – com países como a Jordânia e o Omã sendo alvo de mísseis iranianos em retaliação. Leia Mais Autoridade nuclear vê espaço para privado no setor com controle estatal Brasil está completamente indefeso na questão militar, diz professor Rejeitos nucleares: enterrar valor ou transformá-lo em estratégia Nos últimos dias o cenário se reforçou. Pela primeira vez, a Arábia Saudita coordenou ataques em conjunto com os americanos. Eles miravam uma milícia aliada de Teerã em um país vizinho, o Iraque.Em um ataque, até o momento sem responsáveis claros, drones atingiram navios no Egito. “Temos uma expansão nisso”, afirmou Marcus Vinícius.Na última semana, armamentos ucranianos atingiram um navio iraniano no Mar Cáspio. A embarcação transportava uma carga de ferro, segundo Teerã. O incidente aumentou as tensões de uma possível interligação entre as duas guerras, mas ambos os países prometeram reduzir as tensões.No conflito entre Kiev e Moscou, países da região também são constantemente atingidos. Mais recentemente, a Polônia disse que um míssil russo atingiu um campo no interior do país. Um drone da Rússia também atingiu um prédio na Romênia, em maio deste ano. Bucareste lida constantemente com incursão dos equipamentos de Vladimir Putin em seu espaço aéreo.“Temos a Ucrânia ali, acho que com 20 países envolvidos, levando em conta todo o apoio que ela tem tido nesse processo todo”, pontua o professor.Segundo ele, Moscou evita o uso de armas nucleares por temores de represália. “A Rússia até hoje não utilizou o elemento nuclear, e poderia ter feito, porque tem medo de uma retaliação dos Estados Unidos e da China”, apontou o professor.Putin detém o maior armazém de ogivas nucleares, com 5.459 bombas. Logo atrás, estão os americanos com 5.277, segundo dados da Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares. China, França e o Reino Unido também estão na lista, junto de Paquistão, Índia, Israel e Coreia do Norte.WW EspecialApresentado por William Waack, o programa é exibido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil.Conheça o Clube de Membros da CNN Brasil no YouTube. Ao se cadastrar, você garante acesso antecipado à íntegra da edição já às sextas-feiras, além de cortes exclusivos e conteúdos de bastidores do programa.AO VIVO: O MUNDO ESTÁ MAIS PERTO DE UMA GUERRA GLOBAL? | WW ESPECIAL* publicado por Danilo Cruz, da CNN Brasil em São Paulo