A frase “quanto mais bate, mais cresce” é perfeita para definir o sucesso do Corolla Cross. Basea-do na plataforma GA-C (arquitetura TNGA), ele compartilha quase todas as virtudes do Corolla sedã, mas apresenta falhas que seu público literalmente ignorou. Esqueça o eixo de torção na traseira, o abafador aparente, o freio de estacionamento por pedal e o acabamento espartano. Neste caso, espaço para quatro adultos, o porta-malas de 440 litros e a confiabilidade da marca falaram mais alto.São 4,46 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,62 m de altura e 2,64 m de entre-eixos (6 cm a menos que o Corolla). É porte de SUV médio, na mesma categoria do Jeep Compass.Elogios ao espaço interno e ao amplo porta-malasFernando Pires/Quatro RodasA versão de maior sucesso é a XRE com motor 2.0 flex, sete airbags, central multimídia, câmera de ré, sensor de estacionamento, faróis automáticos, faróis de neblina de led, luz de frenagem emergencial e sistema Isofix.Seu motor de 177 cv e 21,4 kgfm está acoplado ao câmbio CVT que emula dez marchas: seu comportamento vivaz é evidenciado pela aceleração de 0 a 100 km/h em 10,5 s, sem comprometer as médias de 12 km/l, na cidade, e 15,4 km/l , na estrada.–Fernando Pires/Quatro RodasQuem não gosta do acerto macio da suspensão deve optar pela versão esportiva GR-S. Baseada na XRE, ela recebeu reforços estruturais para aumentar a rigidez do monobloco e suspensões com molas mais firmes e amortecedores com maior carga. Continua após a publicidadeE quem estiver com a grana curta deve procurar pela versão de entrada XR, sabendo que um eventual desconto ocorrerá pela ausência de equipamentos como piloto automático, borboletas para trocas de marchas sequenciais e sensor de chuva.Só a XRX tem bancos bege, ajuste elétrico e espuma mais macia para o motoristaFernando Pires/Quatro RodasEspaço traseiro não é apertado; há saídas de ar e portas USB independentes aliFernando Pires/Quatro RodasSe desempenho não for prioridade vale optar pelas versões híbridas, impulsionadas pelo conjunto formado pelo motor 1.8 flex e dois elétricos. Combinados, geram 123 cv e vão de 0 a 100 km/h em 13,4 s. A queda no desempenho é compensada pelo maior rendimento: são nada menos que 18,3 km/l em regime urbano e 16,9 km/l no rodoviário. Mas fique atento: apenas a topo de linha XRX conta com ar-condicionado bizona, bancos em imitação de couro bege, teto solar, painel digital e banco do motorista com ajustes elétricos. Reestilizado em 2024, o Corolla Cross recebeu nova grade frontal e faróis full-led. Continua após a publicidadeToyota Corolla Cross XRX HybridFernando Pires/Quatro RodasO modelo 2025 tem visual idêntico ao zero-km (2026), além do freio de estacionamento eletrônico, painel 100% digital e multimídia de 9” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Recalibrado para atender novas normas de emissões, o motor 2.0 flex sofreu leve redução de potência (de 177 cv para 175 cv).Problemas e defeitos do Toyota Corolla CrossBicos injetores I O sistema de injeção direta/indireta (motor M20A-FKB 2.0) é sensível à qualidade do etanol. Dificuldades na partida e queda no rendimento são indícios de bicos obstruídos.Bicos injetores II O motor 2ZR-FXE 1.8 que equipa as versões híbridas sofre menos com o etanol de baixa qualidade, mas bomba e filtro costumam durar menos com etanol: o ideal é alternar com gasolina.Câmbio eCVT Transeixo híbrido que deve ter seu fluido verificado a cada 48.000 km e substituído aos 190.000 km. Como o uso em trânsito intenso é considerado condição adversa, é melhor antecipar a troca. Continua após a publicidadeArrefecimento I O motor a combustão e o capacitor do elétrico compartilham o mesmo radiador, mas seus reservatórios são independentes: a substituição do fluido Super Long Life Coolant (SLLC) deve ser realizada a cada cinco anos ou 160.000 km.Arrefecimento II O correto funcionamento do sistema de refrigeração das baterias depende de um filtro de ar que não pode estar saturado. Recomenda–se sua inspeção a cada 10.000 km e substituição a cada 30.000 km. Por se tratar de um item barato, a troca preventiva não estoura o orçamento de manutenção.A Voz do donoNome: Alexandre BassiIdade: 45 anosProfissão: comercianteCidade: Telêmaco Borba (PR)O que eu adoro:“A suspensão é tão macia que lembra um Ford Landau que tive: isola as ondulações no asfalto sem comprometer a segurança na estrada. A solidez típica de um Corolla nos traz tranquilidade.”O que eu odeio:“Os 123 cv combinados são insuficientes para proporcionar um bom desempenho na estrada, especialmente em subidas de serra. É praticamente metade do que oferece um BYD Song Plus.” Continua após a publicidadePreço médio dos Toyota Corolla Cross usados*–Reprodução/Quatro RodasPreço das peças do Toyota Corolla Cross–Reprodução/Quatro RodasNós dissemos–Reprodução/Quatro RodasMarço de 2021 “A mecânica híbrida é rigorosamente a mesma do Corolla, com o 1.8 flex que trabalha no eficiente ciclo Atkinson para gerar 101 cv e dois motores elétricos instalados dentro da transmissão com 72 cv. (…) O desempenho também é muito próximo ao do sedã: o Corolla Cross Hybrid até consegue entregar arrancadas vigorosas quando em baixa velocidade, mas suas reações ficam mais lentas conforme a velocidade cresce.”Pense também em um…–Divulgação/Quatro RodasJeep Compass Seu motor 1.3 Turbo Flex (T270) entrega 27,5 kgfm e 185 cv, o que faz a diferença em retomadas na estrada com o carro cheio. A qualidade de construção do interior é nitidamente superior, com materiais mais suaves ao toque e um refinamento incomum no segmento. Fica devendo apenas um porta–malas maior (410 litros contra 440 l do Corolla Cross) e um pouco mais de espaço no banco traseiro. Publicidade