Diarista Paola é denunciada à Justiça por latrocínio de casal em BH

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Belo Horizonte – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou, nesta quarta-feira (29/7), Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, pelos crimes de latrocínio (duas vezes), fraude processual e furto mediante fraude pela morte de um casal Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.De acordo com a denúncia, além de matar as vítimas para subtrair seus bens, Paola também praticou outros crimes após o homicídio para obter vantagem financeira e dificultar as investigações.Entenda os crimes atribuídos a PaolaLatrocínio por duas vezes: Paola foi denunciada por roubo seguido de morte em relação a cada uma das duas vítimas. O Ministério Público também apontou agravantes, como o uso de um recurso que dificultou a defesa do casal, o emprego de meio cruel e o fato de as vítimas terem mais de 60 anos.Fraude processual: Segundo a denúncia, ela teria alterado a cena do crime para tentar atrapalhar a investigação. Entre as ações citadas estão lavar a faca, limpar o sangue com água sanitária e descartar roupas sujas de sangue.Furto mediante fraude: O Ministério Público afirma que Paola usou indevidamente os cartões de Cláudio para retirar dinheiro da conta bancária dele. O crime teria sido cometido com a participação de um comerciante, também denunciado no caso.Segundo o Ministério Público, depois do latrocínio, Paola seguiu para a região central de BH com pertences das vítimas. A denúncia afirma que ela esteve em um restaurante, onde, com o auxílio do proprietário, também denunciado no processo, utilizou máquinas de cartão e os aparelhos celulares do casal para realizar operações que permitiram a subtração de valores das contas bancárias das vítimas.Para o MPMG, a conduta configura o crime de furto mediante fraude, uma vez que os denunciados teriam empregado meios fraudulentos para obter acesso ao dinheiro do casal.Segundo o documento, ficou acertado que o homem ficaria com 40% do valor subtraído e repassaria 60% para Paola.Eles conseguiram realizar duas transações, uma de R$ 1.300 e outra de R$ 1.800, totalizando R$ 3.100 subtraídos da conta da vítima. Uma tentativa anterior de transferir R$ 5.000 foi bloqueada pelo sistema de segurança. Leia também Minas GeraisBH: diarista participa de reconstituição da morte de casal nesta 4ª Minas GeraisImagens mostram suspeita deixando prédio após morte de casal em BH Minas GeraisSuspeita por morte de casal em BH disse à tia que viajaria para o ES Minas GeraisVeja o que se sabe sobre morte de casal em apartamento de luxo em BH Relembre o casoO crime ocorreu no fim de junho, quando o casal de idosos foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro. Conforme as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Paola trabalhava como diarista e matou o casal no primeiro dia de trabalho. A investigação concluiu que ela dopou o casal, matou os dois e fugiu levando dinheiro, joias, celulares, cartões bancários e outros objetos de valor.Agora, caberá à Justiça decidir se recebe a denúncia apresentada pelo Ministério Público. Se isso ocorrer, Paola passará à condição de ré e responderá pelos crimes durante a ação penal.A reportagem entrou em contato com a defesa de Paola e aguarda um retorno.