O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, usou a convenção do partido no DF para detalhar a engenharia por trás da sua candidatura: o comando político de Gilberto Kassab, presidente nacional da sigla, que já deixou de pé estrutura de campanha nos 26 estados e no Distrito Federal. O PSD, lembrou Caiado, é hoje o partido com o maior número de prefeitos eleitos do país, o que garante, segundo ele, uma capilaridade municipalista sem equivalente em nenhuma outra legenda.A viagem tem cara de mutirão. Neste fim de semana, Caiado varreu o Sul: esteve em Florianópolis, na convenção que oficializou João Rodrigues (ex-prefeito de Chapecó) candidato ao governo catarinense, com Carlos Chiodini (MDB) na vice e Esperidião Amin (PP) buscando reeleição ao Senado. Também compôs no Paraná, onde Ratinho Junior indicou Sandro Alex como seu sucessor no Palácio Iguaçu. Neste domingo, segue para o Rio Grande do Sul, ao lado de Gabriel Souza (MDB), candidato ao Piratini, com bênção pública do governador Eduardo Leite, que migrou do PSDB para o PSD em 2025 e hoje é presidente estadual do partido.Fora do Sul, a movimentação segue o mesmo desenho: em São Paulo, o comitê caminha ao lado de Tarcísio de Freitas; no Rio, com Eduardo Paes. Na Bahia, Caiado costurou o apoio de ACM Neto que, apesar de comandar uma chapa com PL e aliados de Flávio Bolsonaro, declarou preferência pessoal pelo goiano na disputa presidencial. No Ceará, as conversas com Ciro Gomes sobre uma possível convergência de palanque seguem em aberto. Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe completam a lista de estados em que o PSD já diz ter estrutura local montada.