Embora as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) liderem a disputa pelo Senado em São Paulo, a ex-chefe do Ministério do Planejamento tem uma ligeira vantagem na corrida, na avaliação de lideranças do PSB.A percepção decorre da dinâmica da eleição para o Senado em 2026, quando dois senadores serão eleitos por estado, e do perfil do eleitorado paulista, considerado mais conservador do que a média nacional pelos peessebistas.3 imagensFechar modal.1 de 3Lula com Simone Tebet e Marina SilvaRicardo Stuckert/Divulgação2 de 3Simone Tebet e Marina SilvaIGO ESTRELA/METRÓPOLES@igoestrela3 de 3Simone Tebet e Marina SilvaIGO ESTRELA/METRÓPOLES@igoestrelaDiante desse cenário, a avaliação é que, quando um eleitor optar por Marina Silva, a tendência é que seu segundo voto seja em Simone, já que o eleitor da ex-ministra do Meio Ambiente tende a ser mais à esquerda.Por outro lado, quando Simone for a primeira opção, uma política que se define como “de direita na economia e de esquerda nos costumes”, existe a possibilidade de que o segundo voto do eleitor não seja em Marina Silva. Leia também Igor GadelhaCom Datena e Tabata, PSB mira triplicar bancada em São Paulo Igor GadelhaRenan provoca Lula e Flávio após inquérito contra Lulinha Igor GadelhaCúpula do PP rechaça possibilidade de Tereza Cristina ser vice de Flávio Igor GadelhaLula bate o martelo em proposta para educação no plano de governo Isso ocorreria especialmente por causa da entrada de André do Prado (PL) na disputa. Apesar de integrar a chapa bolsonarista, o atual presidente da Assembleia Legislativa é visto como um político do Centrão, de centro-direita.Assim, é possível que parte do eleitorado de Simone opte por André do Prado, e não por Marina, como segunda opção na urna.A avaliação dentro do PSB é que essa possível dinâmica de voto terá de ser enfrentada ao longo da campanha eleitoral e que poderá ser minimizada, sobretudo, pela presença do ex-governador Geraldo Alckmin ao lado de Marina Silva no palanque.