O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a Polícia Federal a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Lulinha é suspeita de tráfico de influência e corrupção em conjunto com o lobista conhecido como careca do INSS – mas esse é outro escândalo. O mesmo ministro André Mendonça já havia autorizado na semana passada pedido de investigação da Polícia Federal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).O objetivo desse inquérito é apurar para onde foram os valores doados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao senador, em princípio para bancar um filme sobre o pai dele. O primeiro efeito político eleitoral dessas investigações é evidente. Leia Mais Mendonça autoriza que PF investigue Lulinha por tráfico de influência PF pede ao STF para investigar Lulinha por tráfico de influência Viana cobra PF após troca em investigação que mira Lulinha Cada lado comemora um gol contra o outro, mas não é um jogo de soma zero – no qual tudo se equivale – pois pelo menos dois efeitos abrangem a totalidade do processo político no Brasil.O primeiro é marcar ainda mais no público a impressão de que tudo é só sujeira – e que todos são, no fundo, farinha do mesmo saco, que reforça o segundo efeito. Uma profunda aversão ao sistema, entendido como o conjunto de instituições – inclusive eleições – e o consequente descrédito sobre todas elas.O que não se pode negar é o fato de que a política brasileira nesta fase está presa em grande medida ao que faz ou não faz a polícia e o Judiciário, incluindo aí o STF e outros Tribunais Superiores.É uma retroalimentação perpétua das bolhas e da polarização, e o reforço da noção de que se trata de uma eleição em torno de taxas de rejeição.O que é, no fundo, uma falta de escolhas.