Martelo dos Deuses: EUA anuncia sistema que deixa inimigos "às cegas"

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O Exército dos Estados Unidos anunciou que realizou um teste bem-sucedido de um novo sistema de segurança capaz de neutralizar armas e enganar a precisão dos projéteis inimigos, fazendo com que errem os alvos.Chamado de “Martelo dos Deuses”, o dispositivo portátil de interferência interrompe os equipamentos de navegação e comunicação usados ​​por drones e mísseis inimigos. Com isso, ele bloqueia os sinais de posicionamento, navegação e temporização, o que faz com que os dispositivos voem às cegas. O sistema faz parte do Project Convergence Capstone 6* (PC-C6), que reúne o Exército, a Marinha e a Força Espacial dos EUA.De acordo com o Exército, para garantir que a comunicação dos aliados não seja afetada pelo sistema, ele tem uma rede de contato própria, que garante sinal mesmo em ambientes hostis, como no resgate recente de um militar norte-americano no Irã.O teste de uso marítimo foi feito no início deste mês, na costa oeste norte-americana, após dois anos de testes de variantes do sistema em meio terrestre.“O Hammer of the Gods é um emissor que oferece um conjunto ampliado de capacidades operacionais e de comando e controle (C2) em uma plataforma de guerra eletrônica de fácil mobilidade e baixa assinatura eletromagnética, proporcionando efeitos multidomínio na linha de frente das operações”, informou o Serviço de Distribuição de Informação Visual de Defesa dos Estados Unidos (DVIDS, na sigla em inglês). Leia também MundoEUA reforça investimentos no Peru após vitória de aliada de Trump BrasilGoverno Lula repudia prorrogação de emergência dos EUA contra o Brasil MundoAtaques dos EUA e Arábia Saudita matam 20 combatentes de grupo pró-Irã MundoEUA acusa Irã de romper trégua informal e atacar bases do país A tentativa demonstrou que o Martelo dos Deuses pode ser implantado, operado e recuperado em um ambiente marítimo real.“Os efeitos de contra-PNT aumentam a letalidade ao afetar a base para o direcionamento preciso por meio de artilharia de longo alcance, mísseis guiados e munições de cruzeiro”, disse o tenente-coronel Darrin Hall, chefe de modelagem, simulação e integração das Forças Espaciais dos EUA no Pacífico ao Washington Times.“Sem dados de PNT, a precisão das armas modernas cai drasticamente, resultando em missões atrasadas, objetivos não atingidos ou graves danos colaterais”, concluiu.