A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, princípio ativo de canetas utilizadas no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.Publicadas no Diário Oficial da União (DOU), as aprovações abrangem os medicamentos Orsema (Ranbaxy), Owozy (Ávita Care), Seemasun (Sun Pharma), Semavy (Cosmed) e Zempneo (Brainfarma), todos na forma de soluções injetáveis para aplicação subcutânea com caneta aplicadora.Segundo a Anvisa, os medicamentos foram registrados com base na comparação com o Ozempic, produto de referência da semaglutida, e são indicados para adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlada.Na resolução, os produtos foram registrados como “medicamento novo (novo Ingrediente Farmacêutico Ativo – IFA – análogo)” por “via de desenvolvimento abreviado” — modalidade que permite aproveitar parte das evidências científicas já existentes, desde que sejam comprovadas qualidade, segurança e eficácia.“Os novos dispositivos injetáveis foram autorizados para uso complementar à dieta e exercícios, quando o uso de metformina é considerado inapropriado devido a intolerância do paciente ou contra indicações”, afirmou a agência.Desenvolvimento de novas canetasEm agosto de 2025, a Anvisa passou a priorizar a análise de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, após solicitação do Ministério da Saúde para ampliar a oferta desses produtos no país. Para isso, foi publicado um edital de chamamento.Paralelamente, a agência colocou em prática um plano de ação com 125 iniciativas para reduzir as filas de pedidos de registro de medicamentos e acelerar suas análises. O processo inclui a realização de estudos clínicos, a análise de documentação e a inspeção da linha estéril de produção.“Essa mobilização foi decisiva para acelerar o processo de aprovação de novas canetas: 11 dos 24 medicamentos sintéticos e biológicos do edital já tiveram suas análises concluída, resultando em seis medicamentos aprovados”, informa a Anvisa.A agência acrescentou que o aumento no número de pedidos de registro está relacionado ao desenvolvimento de versões sintéticas do hormônio natural GLP-1 e à expiração das patentes de alguns medicamentos nos últimos anos.*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.