Santander (SANB11) apagado? Veja o tamanho do lucro do resultado da próxima quarta-feira (28)

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O Santander (SANB11) divulgará seus números sem muito entusiasmos de analistas. Depois de um primeiro trimestre já apagado, com piora do ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) e inadimplência, parte de analistas esperam um ‘passo para trás’ no lucro. Inclusive, já há um bom indicativo disso: o Grupo Santander Espanha divulgou seu resultado, com lucro líquido consolidado de R$ 3,6 bilhões para sua operação brasileira (queda de 3% no trimestre e alta de 3% no ano).A Genial, por exemplo, vê baixo crescimento de crédito, aumento das despesas com provisões para crédito e leve compressão da rentabilidade. Com isso, calcula lucro de R$ 3,74 bilhões, praticamente estável em relação ao primeiro trimestre (alta de 0,3%) e com crescimento de 4% na comparação anual.Já o ROE deverá somar 15,7% (queda de 0,3 pp no trimestre e 0,7 pp no ano. Mesmo assim, a corretora está confiante de que o banco possa atingir um ROE próximo de 20% em algum trimestre de 2027.“Seguimos enxergando uma trajetória gradual de recuperação da rentabilidade, ainda que mais volátil diante do cenário macroeconômico e da normalização da alíquota de imposto em 2026 e 2027”.Para o Bank of America, o banco lucrará R$ 3,9 bilhões (+6% em relação ao ano anterior e +2% em relação ao trimestre anterior).Mesmo assim, os analistas citam riscos de queda nas estimativas devido a maiores despesas com provisões, puxadas pelo cenário macroeconômico mais fraco e por mudanças na política de baixa contábil.XP vê números ainda fracosNos cálculos da XP, a carteira de crédito deve crescer entre 4% e 5% na comparação anual, em linha com as tendências observadas no primeiro trimestre.A expansão deverá continuar sendo puxada pelos segmentos de maior renda, incluindo crédito imobiliário, cartões de crédito e financiamento de veículos, enquanto o crédito consignado permanece restrito.“A fraca originação do INSS e os empréstimos consignados privados parecem insuficientes para compensar esse impacto negativo”, destaca a XP.Para a corretora, as tendências da qualidade dos ativos devem continuar sob pressão.Embora a inadimplência em estágio inicial tenha sido beneficiada por fatores sazonais, o volume de provisões deve aumentar na comparação trimestral devido às novas regras de baixa contábil, que afetam cartões de crédito e PMEs, além de alguma pressão adicional no segmento de atacado.Com isso, o custo do risco deverá ser o principal obstáculo para o banco neste trimestre.Do lado positivo, os analistas afirmam que as receitas com seguros e consórcios devem permanecer resilientes, compensando parcialmente a pressão sobre outras linhas de receita.Já a retomada da atividade nos mercados de capitais, aliada à disciplina de custos e a uma alíquota de imposto ligeiramente menor, deverá oferecer suporte adicional.A corretora projeta lucro de R$ 3,3 bilhões para o Santander, queda de 7,7%, com ROE de 14%, recuo de 2,4 pontos percentuais.