Líder nas pesquisas, Cleitinho quer legislar sobre onde o iFood deixa o pedido

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Líder nas pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos) apresentou uma proposta para definir onde o entregador de aplicativos, como o Ifood, deve deixar as encomendas em condomínios.Pelo texto, consumidor e fornecedor poderão combinar previamente o local da entrega. Somente na ausência de acordo, o pedido deverá ser deixado na portaria, recepção ou em outro espaço definido pelo condomínio.“A proposta parte do princípio da liberdade de escolha e da autonomia da vontade entre consumidor e fornecedor, permitindo que as entregas possam ser realizadas em qualquer local do condomínio, desde que haja acordo prévio no momento da compra. Essa medida assegura maior comodidade ao consumidor, clareza nas responsabilidades do fornecedor e segurança para o entregador”, justificou o senador.Projeto de Lei nº 4.909/2025Art. 1º: permite que a entrega seja feita diretamente na residência do morador, desde que isso tenha sido previamente acordado entre a empresa e o cliente no momento da compra.Art. 2º: se não houver esse acordo, determina que a entrega seja realizada na portaria, recepção, guarita ou outro local definido pelo condomínio.Art. 3º: obriga plataformas como iFood e outras empresas de entrega a criar um campo específico para registrar o local de entrega escolhido pelo consumidor.Para Cleitinho, sua proposta é de tamanha relevância que merece o apoio dos colegas. “Diante da relevância e da atualidade da matéria, contamos com o apoio dos nobres pares para a aprovação deste Projeto de Lei”, registrou na justificativa.Cleitinho também quer alterar a Lei Pelé para determinar que as seleções brasileiras utilizem exclusivamente as cores da Bandeira Nacional. Na justificativa, afirma que “a medida busca preservar a tradição e fortalecer a ligação dos brasileiros com os símbolos nacionais”.Eleito senador com mais de 4 milhões de votos em 2022 (ele tem mandato até 2030), Cleitinho fez uma campanha marcada pelo discurso de combate aos privilégios, redução de impostos e maior eficiência da administração pública. O senador ganhou projeção nacional principalmente pelas redes sociais, onde publica vídeos de fiscalização e críticas aos gastos públicos, tornando-se um dos parlamentares mais populares do país na internet.No Senado, porém, sua atuação é marcada por propostas de alcance limitado e por pouca participação na condução das principais pautas legislativas.Segundo maior colégio eleitoral do Brasil, Minas Gerais é decisiva nas disputas presidenciais. Desde a redemocratização, quase todos os presidentes eleitos venceram também no estado, razão pela qual ele costuma ser tratado por estrategistas como um dos principais campos de batalha da disputa pelo Palácio do Planalto. A disputa neste ano, contudo, é *sui generis*, com candidaturas sendo definidas de última hora diante da falta de opções.Se confirmar a candidatura — nesta terça-feira ele afirmou que será candidato —, Cleitinho fará campanha ao lado do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).Sem outra opção, o PT lançou Patrus Ananias, ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro do Desenvolvimento Social.O presidente Lula tentou emplacar Rodrigo Pacheco (PSD), ex-presidente do Senado, como seu candidato, mas o senador optou por não disputar a eleição.O eleito sucederá Romeu Zema (Novo), que renunciou ao governo de Minas para disputar o Palácio do Planalto. Zema apoia seu vice e atual governador, Mateus Simões (PSD), ainda pouco conhecido do eleitorado e com poucas chances de vitória, segundo as pesquisas.