Taxas dos DIs têm queda firme com IPCA-15 abaixo do esperado

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As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) registraram queda firme nesta terça-feira (28), impulsionadas pelos dados de inflação do IPCA-15, que vieram abaixo das estimativas do mercado, e com a ajuda adicional das perdas do petróleo no exterior.No fim da tarde, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 estava em 13,985%, ante o ajuste de 14,042% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,66%, ante 14,702%.O movimento refletiu nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, que operaram em seus níveis mais baixos em cerca de uma semana nesta terça-feira.O que movimentou os DIs hoje? O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,06% em julho, após registrar avanço de 0,41% em junho. Com isso, o IPCA-15 passou a acumular nos 12 meses até julho alta de 4,52%, contra 4,80% no mês anterior. A meta contínua para a inflação é de 3% medido pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.As expectativas em pesquisa da Reuters eram de avanços de 0,20% na comparação mensal e de 4,67% em 12 meses.“O IPCA-15 de julho veio bem abaixo das expectativas e mostrou uma composição benigna, com leituras mais brandas em alimentos, serviços, bens industrializados e núcleos. Em nossa visão, os dados são consistentes com alívio de curto prazo na inflação cheia”, disse a economista da XP, Basiliki Litvac.Os números reforçaram as apostas de novos cortes na taxa básica de juros pelo Banco Central, que se reúne na próxima semana. Na última reunião, a autarquia cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,25% ao ano, deixando os próximos passos em aberto.“Nosso cenário prevê um corte de 25 bps na taxa Selic na próxima semana, seguido de uma pausa”, avaliou Litvac.LEIA MAIS: Na curva a termo, mercado precifica 90% de chance de corte na Selic na próxima semanaNo exterior, os preços do petróleo caíram cerca de 5%, atingindo a menor cotação em duas semanas, impulsionados por esperanças cautelosas de que a trégua nos combates entre os Estados Unidos e o Irã leve a negociações para pôr fim à guerra, embora tréguas anteriores tenham se mostrado apenas temporárias.Os agentes financeiros se preparam também para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), que será divulgada nesta quarta-feira (29).