Uma pesquisa recente realizada pela Serasa em parceria com a plataforma de pesquisa online Opinion Box mapeou alguns dados expressivos sobre os hábitos de leitura dos brasileiros, incluindo a visão sobre aquisição de exemplares, influência das redes sociais e preferências pessoais.Segundo a análise, 54% das pessoas entrevistadas compraram pelo menos um livro nos últimos 12 meses, apontando um cenário positivo para o mercado editorial no país. O estudo, que ouviu 1.261 pessoas, também mostrou que 47% dos entrevistados consideram a compra de um exemplar literário um investimento. Leia Mais Amazon encerra atualização de software de kindles antigos e causa comoção Número de consumidores de livros cresce e chega a 18% dos brasileiros "Slow Horses": livros que inspiraram série de sucesso chegam ao Brasil No entanto, a questão financeira ainda representa um obstáculo significativo para os consumidores, já que 70% dos participantes afirmaram ter deixado de comprar livros por razões orçamentárias.Livros físicos ainda são os favoritos dos brasileirosApesar do crescimento dos livros digitais nos últimos anos, impulsionado pela evolução dos leitores digitais como Kindle, o formato impresso continua sendo o favorito nacionalmente — 73% dos entrevistados declararam preferir os livros físicos.Contraponto à preferência da maioria, entre os motivos apontados pelos adeptos do livro digital estão a facilidade de leitura em qualquer lugar, mencionada por 64% dos usuários, e o preço mais acessível.Já os leitores de livros físicos destacaram, em 58% dos casos, o prazer de folhear, cheirar e tocar o objeto. O audiobook também foi mencionado como uma tendência em crescimento, ainda que seja considerado uma novidade para muitos brasileiros.Entre as razões que levam as pessoas a ler, mais de 80% dos leitores apontaram a ampliação da visão de mundo como função principal da leitura. Em seguida, aparecem questões relacionadas à saúde mental — especialmente diante do excesso de informação e do uso intenso de telas — e à aquisição de conhecimento, citada por 56% dos entrevistados.As redes sociais também se consolidaram como um importante canal de descoberta e consumo de livros. De acordo com o levantamento, 51% das pessoas descobrem novos títulos pelas mídias, superando revistas, sites e até indicações de amigos.Além disso, 72% já compraram um livro após uma recomendação nas redes, 64% adicionaram títulos à lista de desejos por influência dessas plataformas e 45% passaram a seguir autores ou editoras. Além de auxiliar na promoção em grande massa e rápida, as redes conseguiram aproximar leitores de autores e editoras, humanizando o processo editorial e ajudando a desmistificar o preço dos livros.Literatura no streaming: 6 séries famosas que são adaptações de livros Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.