Um apagão de grande proporção atingiu a cidade do Rio de Janeiro e diversos municípios do estado na tarde desta quarta-feira (29), deixando mais de 1,34 milhão de imóveis sem fornecimento de energia elétrica. A falha afetou consumidores atendidos tanto pela Light quanto pela Enel Rio, além de interromper temporariamente a circulação das linhas 1, 2 e 4 do metrô carioca. O analista de Infra da CNN Robson Rodrigues comenta o tema ao CNN Prime Time.Segundo Robson, o impacto do apagão foi ainda mais abrangente do que os números iniciais sugeriam.“840 mil só na área de concessão da Light, mais outros 500 mil na área da Enel, totalizando 1,3 milhão de unidades consumidoras sem energia”, detalhou. Leia Mais Light prevê aporte bilionário e volta ao mercado de crédito no 2º semestre Lula critica Enel e diz que empresa “não cumpriu nada” do que prometeu Iberdrola se encontra com Lula em meio a renovação de concessões no Brasil Fazendo uma estimativa de três pessoas por unidade consumidora, o analista calculou que mais de 4 milhões de pessoas foram diretamente impactadas pelo evento.Sistema elétrico despreparado para eventos climáticos extremosRobson Rodrigues destacou que episódios como este não são inéditos no Brasil. Segundo ele, São Paulo já registrou três apagões envolvendo a Enel, e em 2025 tornados atingiram Rio Bonito, no Paraná, e outro no início da semana no Rio Grande do Sul, além do evento desta quarta-feira (29) no Rio de Janeiro e São Paulo.“Isso mostra que os eventos climáticos extremos estão cada vez mais extremos”, afirmou o analista, ressaltando que o país não pode tratar esses episódios como exceções isoladas.O analista também chamou atenção para a vulnerabilidade estrutural do sistema elétrico nacional, citando casos em que até mesmo uma pipa foi capaz de deixar milhões de brasileiros sem energia, ao atingir linhas de transmissão.Para Robson Rodrigues, investimentos são indispensáveis, mas representam um desafio complexo: “Os investimentos podem impactar diretamente na tarifa do consumidor, que já é praticamente impagável hoje. É uma escolha de fazermos investimentos que já deveriam ter sido feitos há décadas”.Responsabilidade das distribuidoras e transparência das informaçõesDurante o debate, um dos apresentadores do programa ponderou que as empresas distribuidoras assumiram suas concessões com o objetivo de lucrar com o fornecimento de energia e, portanto, têm obrigação de se preparar para enfrentar as mudanças climáticas em curso.Robson Rodrigues acrescentou ainda uma crítica à postura de algumas empresas em relação à transparência das informações disponibilizadas ao consumidor. Segundo ele, houve grande dificuldade para obter dados precisos da Light sobre o número de imóveis afetados.O analista lembrou que a agência reguladora acompanha os dados em tempo real por meio do sistema Radar, acessível a qualquer consumidor, mas defendeu que essas informações deveriam ser públicas de forma mais ampla.“São empresas privadas, mas prestam serviço regulado para o consumidor, que é quem, no final, banca a tarifa”, concluiu. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.