O Google voltou atrás e começou a desativar um novo recurso de inteligência artificial no Google Earth apenas um dia após seu lançamento. A ferramenta, apresentada na quinta-feira (30), permitia criar imagens geradas por IA sobrepostas às imagens reais de satélite, aéreas e em 3D da plataforma por meio de comandos em texto. A decisão foi anunciada na sexta-feira, depois que usuários passaram a compartilhar conteúdos que, segundo a empresa, pareciam violar suas políticas.O recurso utilizava o modelo Nano Banana 2 e havia sido desenvolvido para incentivar usos criativos da geografia. No entanto, a funcionalidade rapidamente passou a ser alvo de críticas devido ao potencial para produzir cenários falsos sobre locais reais, o que levantou preocupações relacionadas à disseminação de desinformação.O Google Earth ganhou atualizações com IA do Nano Banana 2, mas o Google voltou atrás por enquanto – Imagem: Reprodução / GoogleGoogle diz que reforçará mecanismos de proteçãoEm comunicado, o Google afirmou ter observado profissionais da área de geoprocessamento utilizando a ferramenta para diferentes finalidades consideradas úteis. Ao mesmo tempo, a empresa disse que identificou usuários compartilhando capturas de tela de imagens geradas que aparentavam descumprir suas políticas.Re: our statement on Image Generation in Google Earth: “We know that people uniquely trust Google Earth for a reliable view of the world. We’ve seen geospatial professionals using this feature for a range of useful purposes, however we’ve also seen people sharing screenshots of…— News from Google (@NewsFromGoogle) July 31, 2026 Diante desse cenário, a companhia informou que está recuando na disponibilização do recurso enquanto trabalha na implementação de mecanismos de proteção mais robustos. Segundo a empresa, a pausa é temporária e tem como objetivo reforçar as salvaguardas da ferramenta.A empresa não detalhou quais tipos de imagens teriam violado suas regras. Também afirmou que o conteúdo criado pela IA não aparecia na experiência principal do Google Earth e que as imagens produzidas eram identificadas com uma marca indicando que haviam sido geradas por inteligência artificial.Ferramenta gerou críticas por risco de desinformaçãoA funcionalidade permitia que qualquer usuário digitasse um comando de texto para criar imagens fotorrealistas em qualquer ponto do planeta utilizando como base as imagens do Google Earth. Na prática, isso possibilitava adicionar elementos fictícios sobre monumentos, cidades e outros locais reais.Pouco depois do lançamento, o recurso passou a receber críticas por seu potencial de facilitar a criação e a disseminação de desinformação. Como a ferramenta permitia sobrepor imagens geradas por IA a locais reais do Google Earth, especialistas e usuários apontaram que seria possível criar cenários falsos envolvendo monumentos, pontos turísticos e outras áreas geográficas.Imagem gerada por IA no Google Earth mostra uma recriação de Pompeia, exemplo do tipo de conteúdo que o recurso permitia produzir – (Reprodução: Google)Empresas de tecnologia têm ajustado recursos de IAO caso ocorre em meio à expansão de ferramentas de IA generativa em produtos de grandes empresas de tecnologia. Ao mesmo tempo em que essas funcionalidades vêm sendo incorporadas a diferentes serviços, companhias também têm restringido ou suspendido recursos após casos de uso inadequado, preocupações com políticas internas ou riscos de desinformação.A Meta interrompeu o Muse Image, ferramenta que permitia gerar imagens utilizando contas públicas do Instagram. A decisão ocorreu após críticas relacionadas à privacidade, incluindo manifestações de um sindicato de Hollywood.O post Google recua e suspende recurso de IA no Google Earth apareceu primeiro em Olhar Digital.