A OpenAI reduziu nesta quinta-feira (30) drasticamente os preços de seus modelos de inteligência artificial (IA) de nível básico e intermediário, o que pode intensificar a concorrência no setor em um momento em que clientes se mostram cada vez mais cautelosos sobre custos crescentes da tecnologia.A criadora do ChatGPT cortou o preço do modelo menor, o GPT-5.6 Luna, em 80%, e do modelo de nível médio, o Terra, em 20%, enquanto manteve inalterado o preço de seu maior e principal modelo, o Sol.A nova política de preços da OpenAI também aumenta a pressão sobre a Anthropic, cujos modelos Claude dominam o uso corporativo e entre desenvolvedores de software, mas se situam na faixa mais cara do mercado. Ambas as empresas vêm sofrendo pressão de rivais chineses de código aberto, como o GLM-5.2 da Z.ai, que quase igualam seu desempenho a um custo menor.Analistas afirmaram que a redução dos preços pode impulsionar o uso das tecnologias da OpenAI e da Anthropic, mas sobrecarregará as finanças das companhias antes de aguardadas ofertas públicas iniciais (IPOs).Os novos preços significam que as empresas que utilizam a tecnologia da OpenAI terão que pagar menos por cada milhão de “tokens” — as unidades usadas para medir o uso da IA — que processarem nos modelos.O envio de texto para o Luna cai de US$ 1 para 20 centavos de dólar por milhão de tokens, e para o Terra, de US$ 2,50 para US$ 2, enquanto a geração de respostas cai de US$ 6 e US$ 15 para US$ 1,20 e US$ 12, respectivamente.Já o modelo de nível médio da Anthropic, o Claude Sonnet 4.6, custa US$ 3 por milhão de tokens de entrada e US$ 15 por milhão de tokens de saída.A OpenAI afirmou que os preços mais baixos foram parcialmente possibilitados pelos ganhos de eficiência do GPT-5.6, incluindo a capacidade do modelo de aprimorar código e otimizar o desempenho durante o desenvolvimento interno.De modo geral, os preços dos tokens vêm caindo no último ano, mas o custo para concluir uma tarefa está aumentando à medida que as empresas de IA passam de assinaturas fixas para preços baseados no uso.Isso está deixando as empresas com contas imprevisíveis e, muitas vezes, mais altas, à medida que o uso por tarefa se torna mais difícil de estimar.