Embaixada dos EUA avisou governo que “missão eleitoral” encontraria Flávio

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A embaixada dos Estados Unidos avisou ao governo federal que dois funcionários enviados pelo Departamento do Estado dos Estados Unidos ao Brasil para uma “missão eleitoral” tinham a intenção de encontrar o senador e pré-candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo apurou a CNN Brasil.O secretário-assistente para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado, Riley Barnes, e o subsecretário-assistente, Samuel Samson, enviaram uma nota verbal solicitando a emissão dos vistos no dia 20 de julho. O Itamaraty negou o pedido dos funcionários do governo dos Estados Unidos.No documento, segundo apurou a reportagem, os dois funcionários do governo de Trump deixaram explícito que queriam tratar sobre o sistema eleitoral com autoridades brasileiras. Leia Mais Análise: Lula e Flávio ampliam ofensiva e embate jurídico cresce Governo anuncia R$ 1,3 bilhão para enfrentar possíveis efeitos do El Niño Governo avalia volta de embaixador à Argentina em breve Uma reportagem publicada pelo jornal americano The Washington Post revelou que os dois tinham planos de preparar um ataque à confiabilidade das urnas e do sistema eleitoral. Ambos respondem diretamente ao secretário de Estado, Marco Rubio, tido como um dos principais aliados da família Bolsonaro em Washington.Fontes da diplomacia brasileira avaliam, sob reserva, que o movimento faria parte uma ação coordenada, se somando a declarações de Flávio e Eduardo Bolsonaro, para questionar as urnas eletrônicas e o sistema de votação do país.A investida externa também contaria com apoio do presidente da Argentina, Javier Milei, que discursou na convenção do PL (Partido Liberal) no último sábado (25) com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).No último sábado, o chefe da assessoria internacional da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou à CNN que a suposta missão eleitoral de funcionários do governo americano ao Brasil configura um “desrespeito à soberania”.“A vinda de funcionários estrangeiros não convidados para inspecionar o sistema eleitoral é uma interferência que desrespeita a nossa soberania”, disse Amorim.Itamaraty nega vistos e barra "missão eleitoral" do governo Trump no Brasil | BOLETIM CNN