Operação digital está concentrada em apenas uma pessoa nos pequenos negócios, aponta pesquisa inédita

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Embora a presença online seja uma realidade para pequenos negócios, o desafio para o crescimento sustentável está agora na superação de gargalos operacionais e não apenas na adesão ao mercado digital. É o que revela a pesquisa inédita Radar Mercado Digital 2026, realizada pelo Sebrae em parceria com o E-Commerce Brasil, lançada nesta quarta-feira (29), durante o Fórum E-commerce Brasil, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).De acordo com o estudo, que ouviu 3.081 empresários de todas as regiões do país, a operação do e-commerce dos pequenos negócios, compostos por micro e pequenas empresas (MPE) e pelos microempreendedores individuais (MEI), é realizada em grande parte por uma única pessoa (59,2%).Entre os MEI, o percentual alcança 76,2% e cai para 42,2% entre as microempresas (ME), chegando a 28,9% se consideradas apenas as empresas de pequeno porte (EPP). Juntos, esses três segmentos reúnem 24 milhões de negócios e representam mais de 90% dos CNPJs ativos do Brasil.Além disso, os dados sugerem que há muito ainda para avançar na atuação dos pequenos negócios em marketplaces, que podem servir de canal complementar. Apenas 28,1% dos entrevistados que vendem online utilizam essas plataformas e a maioria (78,8%) atua em apenas um ou dois canais. Entre as que utilizam, a maioria (72,6%) obtém até 40% de sua receita digital por esse canal.Ivan Tonet, durante apresentação do Fórum E-Commerce Brasil | Foto: Túlio VidalO estudo foi apresentado pelo gerente adjunto da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional, Ivan Tonet, no Fórum E-Commerce Brasil. “O empreendedor que faz tudo sozinho não dá conta de fazer a operação no digital bem-feita. Queremos preparar as MPE para vender mais e melhor e em diferentes canais”, afirmou Tonet.O CEO da E-Commerce Brasil, Bruno Pati, destaca que o principal desafio não é apenas ampliar investimentos, mas fortalecer a gestão da operação digital. Segundo ele, há uma grande oportunidade de crescimento por meio de capacitações práticas e da implantação de processos simples, como gestão de catálogo, padronização do atendimento, acompanhamento de indicadores, estratégias de recompra, calendário promocional e rotinas de divulgação.“Pequenas melhorias operacionais, quando executadas de forma consistente, podem aumentar a produtividade, elevar a conversão e criar uma base sólida para escalar as vendas online sem exigir grandes investimentos iniciais”, avalia Bruno Pati.A pesquisa também demonstra que comércio digital não é sinônimo de produtos físicos apenas. No universo pesquisado, o setor de Serviços representou 43,5% dos pequenos negócios que vendem online, volume semelhante ao setor de Comércio e Varejo (42,8%) apresentado no estudo. Negócios de turismo, consultoria, educação, saúde e eventos demonstram a amplitude e a diversidade do empreendedorismo digital no Brasil.Foto: Tulio VidalConfira as soluções do Sebrae para o universo do e-commerceSebrae ConectaO programa cria parcerias do Sebrae com empresas do mercado que oferecem ferramentas digitais práticas para ajudar o empreendedor a aumentar as vendas, gerenciar as finanças e organizar a empresa de forma eficiente.UP DigitalO programa do Sebrae proporciona uma jornada de 10 dias, ensinando de maneira ágil e objetiva o uso de ferramentas digitais que podem potencializar as vendas das empresas. A imersão conta ainda com pelo menos três encontros online com consultores especializados e a interação em grupos de empresários que reúnem o mesmo objetivo.SebraetecCom mais de 270 soluções tecnológicas, desde 2002 o Sebraetec oferece consultorias personalizadas para ajudar sua empresa a inovar e fazer melhor gastando menos. O Sebrae ainda pode subsidiar parte do valor da consultoria.