Wall Street tomba após decisão do Fed com maior dissidência em uma década; Dow Jones tem pior pregão desde abril de 2025

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Os índices de Wall Street fecharam em forte queda após a decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) de manter os juros inalterados, com os investidores avaliando se o BC conseguirá manter a inflação sob controle. Em destaque, o Dow Jones caiu 1,100 pontos, registrando a pior queda desde abril do ano passado. Confira o fechamento dos índices:Dow Jones: -2,19%, aos 51.594,14 pontos;S&P 500: -1,52%, aos 7.316,21 pontos; Nasdaq: -1,74%, aos 24.442,942 pontos.Os balanços corporativos seguiram no radar, com expectativa pelos números de Meta Platforms e Microsoft do segundo trimetres. As empresas divulgam os resultados após o fechamento regular dos mercados. Fed mantém juros com maior dissidência desde 2016O principal foco de atenção desta quarta-feira foi a decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, que manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva.Como também esperado, a decisão não foi unânime: Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan votaram pela alta de 0,25 ponto percentual nos juros. Essa foi a primeira vez desde 2016 que três dos oito diretores do Fed discordaram da decisão unificada. Durante a coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que as divergências foram intencionais e bem-vindas. Ele destacou que queria uma “boa briga de família” dentro do Fomc e que os três votos dissidentes mostram que o Comitê está debatendo os temas de forma aberta e intensa.Warsh também reafirmou o compromisso com a meta de inflação, de 2%, e indicou que o BC está reavaliando não apenas a política monetária, mas também sua estratégia de comunicação e o uso de seus instrumentos.LEIA MAIS: Fed segura juros, fala sobre dissidência e Warsh avisa: “não temos varinha mágica”Em reação, o rendimento do título do Tesouro com vencimento em 30 anos, referência para o mercado de hipotecas, atingiu o nível mais alto desde julho de 2007. O yield do título bateu 5,201%, alta de 10,5 pontos-base ante o fechamento anterior. Conflito no Oriente MédioA trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã, que havia sido estabelecida pelo presidente norte-americano Donald Trump no último sábado, chegou ao fim.Hoje, os EUA e a Arábia Saudita realizaram conjuntos contra grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque. Além disso, o Departamento do Tesouro norte-americano anunciou mais uma rodada de sanções contra o país persa, direcionadas a 10 entidades – sendo seis delas sediadas na China – e mais oito petroleiros.“Os Estados Unidos não permitirão que o Irã mantenha o comércio global como refém ou use o transporte marítimo internacional para financiar o terrorismo, a agressão e a repressão da Guarda Revolucionária Islâmica”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, no comunicado, referindo-se à Guarda Revolucionária Islâmica.O Irã, por sua vez, rejeitou uma proposta de Omã para administrar conjuntamente o Estreito de Ormuz e afirmou ter disparado contra navios no estreito e contra bases norte-americanas na Jordânia.A retomada dos combates e os reveses diplomáticos fizeram os preços do petróleo subirem pela primeira vez desde a semana passada. O contrato futuro do Brent para outubro terminou o dia com salto de 7,32%, a US$ 88,09 o barril; enquanto o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro avançou 6,56%, a US$ 84,46 o barril.