Imagens de uma câmera de segurança que circulam nas redes sociais mostram o professor de jiu-jítsu Ângelo Carioca agredindo um adolescente diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Manaus (AM). O vídeo, registrado na terça-feira (28/7), gerou revolta nas redes sociais. Na gravação, é possível ver o adolescente sendo atingido com tapas e socos. Na sequência, os dois começam um embate físico. Leia também Mirelle PinheiroPais confessam ter matado recém-nascido no RJ: “Não queríamos o neném” Mirelle PinheiroCriança autista de 5 anos que estava desaparecida é encontrada morta Mirelle PinheiroAtendente foi flagrado se masturbando 14 vezes em call center Mirelle PinheiroPais detalham como mataram recém-nascido no Rio: “Apertou o pescoço” Em nota, a Polícia Civil do Amazonas (PCAM) informou que o 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP) registrou um boletim de ocorrência sobre o caso.“O caso segue sob investigação. No momento, mais informações não poderão ser divulgadas, a fim de não comprometer as investigações”, informou a corporação.ManifestaçãoCom a repercussão do vídeo, Ângelo publicou um pronunciamento nas redes sociais. Segundo ele, agiu por impulso ao ver o adolescente agredindo um cachorro.O professor conta que chamou a atenção do jovem, que teria reagido com ofensas e ameaçado matar o animal quando saísse do local. Além disso, segundo Ângelo, o adolescente também teria o atingido no rosto antes da agressão.“Eu não queria machucar ele. Se eu quisesse fazer isso, teria sido muito pior, ele não ia conseguir nem ficar em pé. Serias uma coisa mais grave. Então eu não agi com a força do excesso”, afirmou.O professor também pediu desculpas pelo ocorrido, mas disse que não sabia que o adolescente era autista.“Em nenhum momento ele tinha alguma identificação dizendo que era autista. Pelo contrário, era uma pessoa muito consciente da maldade que estava fazendo e o que queria fazer”, declarou.Na sequência, Ângelo questionou o diagnóstico do adolescente. “Se ele é autista, que apresente o laudo. Eu dou aula para crianças especiais e jamais faria isso”, disse.O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Amazonas.