A relação entre a empresária Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”, e os empresários Samara Martins e Thiago Stabile, sócios de Virginia Fonseca na WePink, teve início entre 2017 e 2022. Nesse período, Karen e Samara Martins (mais conhecida como Samara Pink) integraram a sociedade responsável pela expansão da Pink Lash, rede de franquias voltada ao segmento de beleza e cosméticos.Além da parceria empresarial, Karen (à direita na foto em destaque), Samara Pink (no centro) e Thiago Stabile (à esquerda) mantinham uma relação de proximidade.Fundada em 2021 por Virginia Fonseca, a WePink tem atualmente a influenciadora como detentora de 33% da empresa. O quadro societário também é composto por Samara Pink, Thiago Stabile e o empresário Lucas Chaopeng.Em quatro anos de operação, a marca superou R$ 1,2 bilhão em faturamento acumulado e projeta encerrar 2025 com receita próxima de R$ 1,4 bilhão.Em nota, a assessoria de imprensa de Virginia Fonseca informou que não irá comentar o caso.A coluna Na Mira tenta localizar a defesa dos investigados. O espaço permanece aberto para manifestações.6 imagensFechar modal.1 de 6Os sócios de Virginia irão prestar depoimento sobre relação com Japa do PCCsociais2 de 6Japa do PCC, Virginia e Samara PinkReprodução / Redes sociais3 de 6O trio Japa do PCC, Thiago e Samara PinkReprodução / Redes sociais4 de 6Karen Tanaka MoriReprodução / Redes sociais5 de 6Japa do PCC e Samara PinkReprodução / Redes sociais6 de 6Thiago, Samara e a Japa do PCCReprodução / Redes sociais Leia também Na MiraQuem são os sócios de Virginia investigados por elo com Japa do PCC Na MiraNeto agride avô, mata avó com faca e passa a noite ao lado do corpo Na MiraPCDF procura por homem que matou rival após briga por copo de suco Amizade, lavagem de dinheiro e o PCCSamara Pink e Thiago Stabile passaram a ser investigados pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP) no âmbito de um inquérito que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”. Os dois devem prestar depoimento nesta sexta-feira (31/7), na Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), em Santos (SP).Karen cumpre prisão domiciliar desde 2024 por suspeita dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na ocasião da operação que resultou em sua prisão, a Polícia Civil apreendeu mais de R$ 1 milhão em dinheiro em espécie em sua residência, além de um veículo de luxo e mais de US$ 50 mil.De acordo com as investigações, Karen mantinha um relacionamento amoroso com Wagner Ferreira da Silva, conhecido como “Cabelo Duro”, apontado como um dos principais integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Após a morte dele, em 2018, ela abriu uma empresa e passou a movimentar valores considerados incompatíveis com seu patrimônio anterior. Segundo a investigação, a movimentação financeira ultrapassou R$ 35 milhões.Inicialmente, a Justiça decretou a prisão preventiva de Karen. Posteriormente, a medida foi substituída por prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico. Em 2025, foram impostas outras medidas cautelares, entre elas o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades e o recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga.Cronologia da expansão dos negócios2017: Samara Pink e Karen Mori fundaram a Pink Lash, rede especializada em extensão de cílios e venda de cosméticos;2018: Thiago Stabile passou a integrar a gestão do negócio, fortalecendo a expansão da franquia;Entre 2018 e 2021: Samara, Thiago e Karen figuravam como sócios em pelo menos quatro empresas que compunham a estrutura da Pink Lash;O grupo também investiu em uma empresa de insumos para o mercado de beleza, responsável pelo fornecimento de produtos comercializados nas franquias;Segundo informações dos próprios sócios na época, a Pink Lash abriu cerca de 80 unidades entre 2017 e 2022, sendo ao menos dez no estado de São Paulo;Em dados divulgados pelos empresários, a rede chegou a registrar faturamento mensal estimado em R$ 50 milhões.