O Itaú Unibanco reduziu nesta sexta-feira (31) sua projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026, de 2,1% para 1,9%, citando deterioração recente dos indicadores de atividade ao longo do trimestre.O banco também diminuiu sua expectativa para o PIB de 2027, de alta de 1,7% para 1,5%, incorporando cenário de El Niño forte. Indicador de incerteza da FGV cai 1,9 ponto em julho, a 109,4 pontos ExxonMobil lucra US$ 160 milhões por dia no 2º tri devido à guerra no Irã Custo da dívida pública federal chega a 12,68%, maior patamar desde 2016 Em relação à revisão do PIB deste ano, a instituição ainda cita que a previsão incorpora os dados mais recentes divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para maio, bem como os indicadores coincidentes e o IDAT-Atividade de junho.“Em conjunto, sugerem uma perda gradual de dinamismo da economia ao longo do trimestre”, diz o relatório assinado pelo economista-chefe do Itaú, Diogo Guillen.Conforme dados captados pelo banco, o tracking do Itaú para o PIB do segundo trimestre de 2026 indica avanço de 0,5% do PIB na margem (com ajuste sazonal) e alta de 2,0% na comparação anual.Apesar de o resultado ainda sugerir resiliência, ficou abaixo do que a instituição projetava anteriormente, especialmente diante do forte impulso fiscal estimado para o período.Para o segundo semestre de 2026, o Itaú manteve a avaliação de desaceleração, com projeções de crescimento de 1,9% no terceiro trimestre e de 1,8% no quarto, refletindo perda de tração do estímulo fiscal e os efeitos defasados da política monetária contracionista.Análise: Super El Niño já entrou na conta da economia | MORNING CALLQuanto à revisão do PIB para 2027, a instituição atribui o ajuste à incorporação de um cenário de El Niño forte, com impacto negativo sobre a agropecuária. Essa influência deve ocorrer especialmente devido a uma possível quebra da safra de milho, enquanto a produção de soja deve ficar estável.O banco espera ainda que a contribuição da política fiscal para o crescimento desacelere no próximo ano, embora permaneça positiva.No mercado de trabalho, o Itaú manteve a estimativa de desemprego em 5,7% em 2026 e elevou a de 2027 para 6,1% (de 6,0%), em linha com a revisão do PIB.Estudo: fim da escala 6×1 pode reduzir PIB, renda, empregos e empresas