O Tesouro IPCA+ roubou a cena entre os investidores em junho e ajudou o Tesouro Direto a registrar seu melhor resultado desde o início do programa. As vendas líquidas dos títulos públicos somaram R$ 10,1 bilhões no mês, resultado de R$ 14,7 bilhões em aplicações e R$ 4,6 bilhões em resgates.Os títulos atrelados à inflação foram o principal destaque do mês, com R$ 4 bilhões em vendas, mais que o dobro do registrado em maio. O Tesouro IPCA+ respondeu por 30,8% das compras, à frente do Tesouro Selic, que representou 28,2% do total. Já os títulos prefixados ficaram com 15,3%.Entre os papéis, o Tesouro IPCA+ 2032 ganhou espaço entre os investidores de renda fixa, em um cenário de taxas superiores a 8% ao ano acima da inflação medida pelo IPCA. A remuneração elevada dos títulos indexados à inflação tem atraído a atenção de analistas e investidores em meio ao cenário de juros ainda elevados no Brasil.O movimento também veio acompanhado da entrada de novos participantes. Em junho, 261.877 pessoas se cadastraram no Tesouro Direto, enquanto quase 100 mil novos investidores ativos foram contabilizados. O perfil das operações mostra a presença relevante dos pequenos investidores: 50,7% das transações movimentaram menos de R$ 1 mil.A busca por papéis de prazo mais longo também ganhou força. Os títulos com vencimentos entre cinco e dez anos passaram a representar 45,7% das emissões, ante 34,4% no mês anterior, indicando maior concentração das compras nessa faixa de prazo.Com o avanço das aplicações, o estoque do Tesouro Direto chegou a R$ 262,5 bilhões em junho, alta de 4,6% ante os R$ 251 bilhões registrados em maio. Na comparação anual, o estoque cresceu 45,5%, frente aos R$ 180,4 bilhões de junho de 2025.