PF cita ACM, Jerônimo e Rui em "lista de vinhos" de ex-sócio de Vorcaro

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Em um dos relatórios que integram o inquérito contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), a Polícia Federal revelou uma conversa em que Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, trata do envio de vinhos de até R$ 5,3 mil a políticos da Bahia.Segundo a corporação, a conversa ocorreu no WhatsApp entre Lima e sua secretária, em dezembro de 2024. Eles escolhem vinhos com preços a partir de R$ 2,5 mil e listam os políticos que receberiam os presentes de Natal.3 imagensFechar modal.1 de 3Jaques Wagner e Augusto Lima, alvos da operação da PFMetrópoles2 de 3Senador Jaques Wagner foi alvo de operação da PFVINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto3 de 3Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master, é um dos alvos da Operação Compliance ZeroPaulo Mocofaya/Agência ALBAEntre os políticos citados na conversa estão, além de Jaques Wagner, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, e o atual candidato ao governo do estado, ACM Neto. Também são mencionados o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa e o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda.“A título meramente ilustrativo dessa dinâmica de poder exercida por Augusto Ferreira Lima, notadamente sobre agentes políticos do Estado da Bahia, colaciona-se excerto de conversa mantida entre ele e Andrezza, sua secretária. Na referida conversa, Andrezza encaminha a Augusto Ferreira Lima uma lista intitulada ‘Lembranças de Final do Ano’, contendo diversos nomes de figuras relevantes da política baiana, tais como Bruno Reis, Jaques Wagner, Rui Costa, ACM Neto, Rueda e Jerônimo Rodrigues”, diz a PF.A Polícia Federal não indica quais políticos efetivamente receberam os vinhos. O relatório apenas reproduz uma conversa de Lima, em 23 de dezembro, na qual aparecem embalagens endereçadas a “Jaques” e “Tio Guiga”, apelido de Guilherme Henrique Sodré Martins, amigo do senador. Leia também Igor GadelhaPatrimônio de ACM Neto e ex-ministro de Bolsonaro dobra em quatro anos Igor GadelhaRenan provoca Lula e Flávio após inquérito contra Lulinha Igor GadelhaCúpula do PP rechaça possibilidade de Tereza Cristina ser vice de Flávio Igor GadelhaSaída de marqueteiros da campanha de Flávio partiu deles Segundo a PF, embora os valores sejam relativamente baixos quando comparados às cifras das fraudes investigadas, a conduta pode caracterizar a concessão de vantagens em razão da função pública.“Embora os valores envolvidos sejam relativamente modestos quando comparados às cifras relacionadas às fraudes já descortinadas no âmbito desta Operação da Polícia Federal, é certo que tais condutas podem caracterizar a concessão de vantagens em razão da função pública, uma vez que todos os destinatários elencados ocupam ou ocuparam cargos relevantes na esfera política do Estado da Bahia”, afirma a PF.