Nova vacina contra Ebola pode mudar combate aos surtos

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Uma nova vacina contra o Ebola avançará para testes em humanos após ser apontada pela OMS como uma das candidatas mais promissoras contra a cepa Bundibugyo, responsável por mais de 1,3 mil mortes na República Democrática do Congo.Desenvolvida pela Hilleman Laboratories, a vacina chama atenção por uma possível vantagem logística: a capacidade de ser armazenada em refrigeradores comuns, facilitando o envio de doses para áreas afetadas.A OMS considera a vacina contra a cepa Bundibugyo uma das candidatas mais promissoras contra o Ebola – Imagem: New Africa/ShutterstockNova vacina usa tecnologia de imunizante já aprovadoA candidata rVSV Bundibugyo utiliza a mesma plataforma de desenvolvimento da vacina Ervebo, aprovada contra a cepa Zaire do Ebola, uma variante mais comum do vírus.De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o imunizante experimental é a “mais promissora” alternativa contra a cepa Bundibugyo, que ainda não possui vacina aprovada nem tratamento específico.A Hilleman Laboratories anunciou que levará o projeto para testes clínicos. A empresa é uma joint venture entre a farmacêutica americana MSD e a instituição britânica Wellcome Trust.A MSD, responsável pelo desenvolvimento da Ervebo, participará como consultora técnica e contribuirá com sua experiência na plataforma rVSV.Armazenamento mais simples pode ajudar na distribuiçãoEm surtos de Ebola, a conservação das vacinas é um dos obstáculos para uma resposta rápida. Enquanto a Ervebo precisa de temperaturas muito baixas, a expectativa é que a nova candidata permaneça armazenada por meses em refrigeradores convencionais.Essa característica pode facilitar o transporte para locais com infraestrutura limitada e reduzir custos envolvidos na distribuição.Entre os possíveis benefícios estão:Maior facilidade para transportar doses;Menor dependência de sistemas de refrigeração avançados;Redução de custos logísticos;Mais rapidez na resposta a novos surtos.Se os testes iniciais tiverem resultados positivos e houver autorização para uso, a Hilleman Laboratories e a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) esperam garantir o fornecimento de doses para países afetados e regiões de baixa e média renda. A cepa Bundibugyo do vírus Ebola se espalha pela República Democrática do Congo e por Uganda. Combater o Ebola não depende apenas da vacina: levar as doses até os locais certos também é um desafio. – Imagem: Belen B Massieu/ShutterstockTestes em humanos serão próxima etapaA próxima fase da pesquisa será avaliar a segurança e o desempenho da vacina em voluntários. A OMS havia estimado que os testes em humanos poderiam começar entre sete e nove meses.Leia mais:Covid-19: Anvisa exige vacinas atualizadas contra novas cepasEbola: Reino Unido inicia testes em humanos de vacinaO estranho caso de quem confia na ciência e acredita em conspiraçõesOutra candidata contra a cepa Bundibugyo também iniciou testes. O primeiro voluntário recebeu uma dose da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, baseada em uma tecnologia semelhante à usada no imunizante contra a Covid-19 da AstraZeneca.O avanço dessas pesquisas pode ampliar as opções contra variantes do Ebola que ainda não possuem proteção específica. No entanto, além da eficácia, a facilidade para armazenar e distribuir as doses será um dos fatores mais importantes para transformar a vacina em uma solução viável durante futuros surtos.O post Nova vacina contra Ebola pode mudar combate aos surtos apareceu primeiro em Olhar Digital.