60% dos brasileiros contam apenas com o INSS na aposentadoria: Saiba quais são o risco e a saída para essa estratégia

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A aposentadoria paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) segue como a principal aposta do brasileiro. Dados do levantamento “Raio-X do Investidor”, realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), mostram que 60% da população na ativa pretende se sustentar apenas com o benefício público quando parar de trabalhar.A intenção esbarra na estrutura atual da folha do INSS. Atualmente, cerca de 70% de todos os aposentados e pensionistas do país recebem o valor de um salário mínimo. Para quem possui rendimentos maiores ao longo da vida profissional, o benefício público representa uma queda imediata na renda. O pagamento pelo teto da Previdência atinge menos de 0,05% dos cadastrados.A dependência da Previdência é acompanhada pela falta de planejamento individual. Segundo o estudo, 84% dos trabalhadores na ativa declaram que ainda não iniciaram a construção de uma reserva paralela para o futuro. A previdência privada, por exemplo, foi citada como opção por apenas 5% dos entrevistados.A situação se reflete também na falta de colchão financeiro imediato: 31% dos brasileiros afirmam não ter qualquer valor guardado para imprevistos. Entre os que possuem recursos, a maioria indica que o saldo cobriria no máximo seis meses de despesas. A limitação leva parte dos aposentados ao crédito consignado para fechar as contas do mês.Caminhos para a complementação de rendaCom o avanço da idade, custos associados à saúde e medicamentos sobem e pressionam o orçamento de quem depende de renda fixa do governo. Diante desse cenário, analistas apontam a diversificação como alternativa para reduzir a exposição aos limites do benefício estatal.Opções como o Tesouro RendA+, focado na construção de renda futura, além de fundos imobiliários e títulos de renda fixa, vêm sendo utilizadas como instrumentos de complementação. O início antecipado da formação de patrimônio reduz o esforço financeiro necessário para manter o padrão de vida com a aposentadoria.*Sob supervisão de Gustavo Porto