Decisão do Republicanos gera desconfiança entre aliados de Cleitinho, que citam indiciamento do presidente

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A decisão do Republicanos de barrar a candidatura de Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais, oficializada na quarta-feira (29), teria sido influenciada também pela situação jurídica do presidente estadual da legenda, deputado Euclydes Pettersen, segundo fontes próximas a Cleitinho ouvidas pela Jovem Pan sob reserva.Pettersen está licenciado do mandato desde que foi indiciado pela Polícia Federal, em 14 de julho, na Operação Sem Desconto, que apura fraude bilionária em descontos indevidos de aposentadorias e benefícios do INSS. Segundo a PF, ele teria recebido ao menos R$ 14,7 milhões em propina por meio de pagamentos vindos da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), uma das entidades apontadas como núcleo do esquema. Em nota, Pettersen negou qualquer participação nos fatos investigados.Na leitura das fontes, a cúpula do partido teria avaliado que manter Cleitinho, considerado um nome forte mas de difícil controle político, ao lado de um presidente estadual sob indiciamento formal aumentaria a exposição da legenda e o desgaste com o Supremo Tribunal Federal em um ano eleitoral. Nessa avaliação, afastar o senador da disputa ao governo seria também uma forma de reduzir os holofotes sobre a situação de Euclydes.Na avaliação de aliados de Cleitinho, a tentativa do Republicanos seria também evitar um confronto e desgaste direto com o presidente Lula, já que o senador teria facilidade de atrair um eleitorado mais simples e simpático à esquerda, com chances, segundo essa leitura, de votar em Lula na disputa presidencial. Ainda de acordo com essa avaliação, Cleitinho poderia converter esse voto à Presidência para o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Planalto. Essa característica de Cleitinho, somada à pressão política de uma ala do STF em meio às investigações do INSS, teria pesado no cálculo do partido.