A taxa média de inadimplência nas operações de crédito do sistema financeiro permaneceu estável em junho, em 4,7%, o maior patamar da série histórica do Banco Central (BC) iniciada em 2011. Os dados constam do relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito do BC, divulgados nesta quinta-feira (dia 30) e levam em conta operações com atraso superior a 90 dias, de pessoas físicas e empresas.Considerando apenas pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 5,6%. No caso das empresas, o índice ficou estável 3,2% no mês passado, o maior valor desde novembro de 2017 (3,3%).A inadimplência e seus efeitos no bolso da população estão entre as principais preocupações do governo Lula, que lançou em maio uma nova versão do Desenrola Brasil. Mesmo com a negociação de ao menos R$ 44,7 bilhões em crédito em menos de três meses, os atrasos nos pagamentos seguiram estáveis.Leia tambémPF avalia incluir Flávio em lista da Interpol para rastrear dinheiro de ‘Dark Horse’Investigação apura destino dos R$ 61 bilhões enviados por Daniel Vorcaro, do Master; senador diz que recursos foram direcionados para financiar produçãoLula: se eu e Alckmin errarmos agora, acerto foi tanto que não perderemos eleiçãoDeclaração ocorreu durante a convenção nacional do PSB, que oficializou a continuidade de Alckmin na chapa com LulaO governo decidiu nesta semana prorrogar em mais 30 dias o prazo para renegociação.O indicador disparou no último ano. Segundo os dados do BC, a inadimplência total aumentou em 1 ponto percentual nos últimos 12 meses.CategoriasHá duas grandes categorias de crédito acompanhadas pelo BC, o direcionado e o livre. O direcionado é aquele com destinação específica, criado para financiar setores considerados estratégicos, como habitação, agricultura e infraestrutura. Os recursos são em geral da poupança ou de fundos e programas públicos e, em muitos casos, os juros são subsidiados. Para pessoas físicas, o crédito habitacional é o mais comum.O crédito livre abrange empréstimos em que as instituições financeiras têm autonomia para definir as taxas de juros, os prazos e a destinação dos recursos, com base em seus próprios critérios de risco. Cheque especial, cartão de crédito, crédito pessoal estão entre os mais habituais.Considerando o crédito livre, a inadimplência das famílias também permaneceu em 7,6% nesta modalidade, o que também é um recorde.The post Mesmo com renegociações do Desenrola 2.0, inadimplência segue em patamar recorde appeared first on InfoMoney.