Não vale a pena

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Foto: Chat GPTA primeira leitura da liturgia deste domingo, do Livro do Profeta Isaías, diz o seguinte: “Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida; farei convosco um pacto eterno, manterei fielmente as graças concedidas a Davi” (cap. 55, v. 3). E o trecho do Livro do Deuteronômio, citado por Jesus para refutar o demônio no deserto, ensina: “o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor” (cap. 8, v. 1). Essas leituras nos convocam a parar e ouvir a Deus.Dias atrás apareceram para mim, na internet, duas pregações que tratam da necessidade da oração: numa delas, o padre diz que sem oração nós não vamos suportar as tribulações que estão surgindo, e na outra, outro padre fala sobre a necessidade da meditação diária. São práticas fundamentais, já que o ritmo da modernidade tem engolido o nosso tempo e desviado a nossa atenção. Na Idade Média, injustamente difamada, trabalhava-se duro, mas nem tanto e nem na agitação de hoje em dia, quando quem não toma cuidado, facilmente cai diante de aparentes vantagens: trabalhar a mais para ter um lucro maior, assistir a um bom vídeo ao invés de aquietar o coração e rezar, relaxar no sofá ao invés de se recolher na cama e dormir…Em si, nada disso é mau: às vezes temos mesmo que esticar a jornada de trabalho, assistir vídeos e filmes que edificam é bom, e comumente sentar-se no sofá acalma e ajuda no descanso e na organização da mente. No entanto, o centro do nosso dia deve estar naquele tipo de oração recolhida, em que nos abandonamos em Deus. Nem mesmo as orações devem ser somente aquelas mais combativas, de intercessão e súplica; elas são necessárias, mas a alma precisa também daquele repouso e daquela intimidade com Deus, que revigoram e nos lembram de que é Ele quem deve agir em nós e através de nós.Assim, ainda que por pouquíssimos minutos, nós precisamos de recolhimento, baixar a guarda, respirar um pouco e permitir que Deus nos descanse, fale ao nosso coração, alivie a nossa agitação… Com o auxílio de um trecho da liturgia do dia ou de um Salmo, com a recordação de um dos mistérios da fé (como os do Terço) ou simplesmente fazendo silêncio, precisamos nos concentrar em Deus, que nos resguarda. Jesus ensina no Evangelho de São Mateus: “Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará” (cap. 6, v. 6). Os exageros e a agitação do mundo não valem a pena.O post Não vale a pena apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.