Para 59,4%, tarifaço é injustificado e, para 54,2%, família Bolsonaro influenciou decisão dos EUA, aponta AtlasIntel/Bloomberg

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O tarifaço de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros foi uma decisão injustificada, na opinião de 59,4% dos entrevistados pela última pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. Segundo o levantamento, cujo recorte sobre o tema foi divulgado nesta sexta-feira (31), 33,1% consideraram a medida justificada e outros 7,5% não souberam responder.Para 54,2%, a família Bolsonaro teve algum tipo de influência na decisão do governo de Donald Trump, com 32,3% que consideraram que houve muita influência e 21,9% que entenderam haver algum tipo de influência. Já 31,6% consideraram que a família não influenciou na decisão.O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora desde fevereiro do ano passado nos Estados Unidos, e seu irmão e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), se encontraram pessoalmente com Trump antes do anúncio. Para 45,4%, a família Bolsonaro foi a principal responsável pelo tarifaço e para 41,5% foi principalmente o governo do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 8,5% entendem que ambos os lados foram culpados.Negociação sobre retaliação e PixA pesquisa aponta que 47,9% dos entrevistados entendem que Lula negociou de boa-fé com os Estados Unidos, mas que aquele país não tem interesse real em um acordo. O caminho da negociação sobre a retaliação ainda é o principal a ser mantido e 45,6% acreditam que o governo federal será capaz de chegar a um acordo futuro com os norte-americanos.Para 49,3%, o governo brasileiro não deveria retaliar os Estados Unidos, com base na lei da reciprocidade vigente no País; e 38,5% acreditam que deveria haver a retaliação, com 12,1% que não souberam opinar.Nas negociações, 71% dos entrevistados entendem que o governo brasileiro não deveria incluir o Pix na pauta e 15% acham que o País deveria ceder à pressão dos Estados Unidos e colocar na mesa de negociação o modelo de pagamento. Eleições e metodologiaPor fim, 53% dos entrevistados consideram muito provável (30,3%) ou provável (22,7%) o governo de Donald Trump tentar interferir nas eleições 2026. Outros 23,4% entendem que é pouco provável e 18,5% que não é nada provável a interferência. A pesquisa foi realizada pelo recrutamento digital por meio da navegação de rotina na web com eleitores maiores de 16 anos. Foram 5.021 respondentes entre quarta-feira passada (22) e esta terça-feira (27), nos 26 estados e no Distrito Federal.A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-08602/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).