Após OpenAI, Anthropic revela invasões de IA durante testes

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Claude teria fugido de ambientes de teste (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog) Resumo Anthropic relatou que modelos do Claude acessaram sistemas de três organizações sem autorização durante testes de cibersegurança.Os modelos receberam instruções para operar em uma simulação isolada, mas uma falha de configuração deixou o acesso disponível.A Anthropic identificou três incidentes separados, nos quais os modelos extrairam credenciais e dados reais de produção de outras empresas.A Anthropic, desenvolvedora da IA Claude, revelou que diferentes versões do modelo acessaram sistemas de três organizações, sem autorização, durante testes de cibersegurança. A descoberta veio após uma revisão de mais de 141 mil execuções de teste, aberta depois que a rival OpenAI admitiu problemas semelhantes.Segundo a empresa, os modelos receberam instruções para operar em uma simulação isolada, sem acesso à internet aberta, mas uma falha de configuração de uma parceira, chamada Irregular, deixou o acesso disponível. Os testes colocavam os modelos para procurar vulnerabilidades apenas dentro de máquinas criadas para avaliação. Com a falha de isolamento, alguns agentes conseguiram alcançar sistemas externos, explorando falhas simples e, em três casos, acessando sistemas de empresas reais. A Anthropic afirma que as IAs agiram sob a premissa de que tudo fazia parte do exercício e destaca que a causa foi um erro operacional, diferenciando o caso da rival OpenAI. A empresa de Sam Altman revelou, anteriormente, que modelos exploraram uma vulnerabilidade para sair do ambiente de testes, comprometendo serviços na internet.Incidentes com modelos diferentesModelos Opus 4.7, Mythos 5 e uma versão não nomeada interagiram com a internet (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)A revisão encontrou três incidentes separados, envolvendo seis execuções de teste no total (quatro delas atingiram a mesma organização). Um dos casos envolveu o Claude Opus 4.7, que teria confundido um alvo fictício com uma empresa de mesmo nome da vida real. Segundo a Anthropic, a IA passou a tratar a empresa verdadeira como parte do exercício após ter dificuldade para alcançar o alvo no ambiente simulado. A partir daí, o Claude: identificou e explorou falhas na infraestrutura da organizaçãoextraiu credenciais de aplicação e de infraestruturaacessou um bando de dados com dados reais de produçãoMythos 5 criou uma conta em repositório e publicou malware (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)No segundo episódio, o Claude Mythos 5 — modelo reservado a empresas participantes do Glasswind, um programa de cibersegurança — criou uma conta real em um repositório usado por desenvolvedores Python, o PyPI, e publicou um pacote malicioso real. A própria IA buscou meios para se cadastrar em um provedor de e-mail para a criação da conta. O pacote ficou disponível por cerca de uma hora e foi executado em 15 sistemas reais, incluindo um scanner de uma empresa de segurança que instala pacotes do repositório para verificar a existência de malwares. O Claude conseguiu extrair credenciais e as usou para acessar mais dados da empresa.Já o terceiro caso partiu de um modelo interno de pesquisa, que ampliou uma busca e atingiu cerca de 9 mil endereços na internet. Segundo a Anthropic, o modelo acessou credenciais em uma página de depuração aberta e comprometeu uma aplicação em nuvem. Testes foram suspensosA Anthropic informou que suspendeu suas avaliações ofensivas de cibersegurança em 23 de julho, após identificar sinais de tráfego externo inesperado. Para a empresa, os casos mostram comportamentos diferentes diante do mesmo problema de origem. Nas três ocasiões, o Opus 4.7 e o Mythos 5 reconheceram ou suspeitaram que estavam na internet aberta, mas continuaram as atividades. Já o modelo interno mais recente parou quando reuniu evidências de que havia atingido um alvo real — embora, segundo a própria empresa, tenha ido longe demais antes disso. Os modelos não exploraram vulnerabilidades sofisticadas, ressalta a Anthropic. Após OpenAI, Anthropic revela invasões de IA durante testes