O São Paulo acertou um mês de direitos de imagem atrasados de seus jogadores com uma antecipação paga pela Ticketmaster. O valor, de cerca de R$ 8 milhões, foi pago nesta sexta-feira, um dia após a aprovação do contrato pelo Conselho Deliberativo do clube. A informação foi publicada pelo UOL e confirmada pelo Estadão.O acordo prevê R$ 140 milhões ao caixa tricolor, entre a antecipação de R$ 110 milhões em receitas e os R$ 30 milhões pela exploração do camarote 29A. Mesmo com o pagamento, ainda restam três meses de direitos de imagem atrasados, sendo o último registrado na segunda-feira.Dos R$ 110 milhões previstos, R$ 8 milhões foram pagos nesta sexta-feira. Os R$ 102 milhões restantes serão liberados pela Ticketmaster no prazo de até 45 dias estabelecido no contrato. A empresa será responsável pela gestão de ingressos do Morumbis e do programa de sócio-torcedor pelos próximos cinco anos.O acordo com a Ticketmaster foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do São Paulo na quinta-feira, 30, por 184 votos a 44, com uma abstenção. A decisão encerrou um processo marcado por questionamentos sobre a escolha da empresa para assumir a gestão da bilheteria do Morumbis e do programa de sócio-torcedorUma das principais contestações partiu da NewC, empresa que também participou da disputa. A concorrente questionou a condução do processo e alegou falta de respostas da diretoria, uso de informações desatualizadas e desvalorização de critérios técnicos. A empresa afirmou ainda que sua proposta poderia chegar a R$ 500 milhões. Diante dos questionamentos, o clube criou uma comissão para analisar o contrato com a Ticketmaster.O grupo concluiu que não havia elementos suficientes para caracterizar fraude ou favorecimento deliberado, mas apontou “fragilidades” e “inconsistências” na condução do processo. Mesmo com as ressalvas, a comissão deu parecer favorável ao acordo e considerou a proposta da Ticketmaster mais vantajosa entre as analisadas.A votação também foi antecedida por movimentações nos bastidores. Em áudio ao qual o Estadão teve acesso, o presidente Harry Massis pressionou pela inclusão do contrato na pauta do Conselho Deliberativo e relacionou a aprovação à situação financeira do clube. Antes da definição da data da votação, Massis e Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho, chegaram a um entendimento que permitiu o avanço da análise da proposta.