A Petrobras confirmou a presença de petróleo em uma nova zona do poço Morpho, na costa do Amapá. O resultado veio durante a perfuração em águas ultraprofundas da Margem Equatorial, a cerca de 175 quilômetros de Oiapoque.A nova zona foi encontrada em uma área mais profunda do poço. Análises de rochas e amostras de fluidos coletadas durante a perfuração confirmaram a presença do óleo, mas ainda não indicam quanto existe no local nem se a produção comercial será viável.A Petrobras busca ampliar suas reservas diante da expectativa de recuo da produção do pré-sal após 2034 ou 2035. Imagem: FabioIm/iStockNova ocorrência foi confirmada durante a perfuraçãoO poço Morpho fica no bloco FZA-M-59, na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas. A profundidade do oceano no local chega a aproximadamente 2,9 quilômetros.As amostras coletadas serão analisadas em laboratório e comparadas com os demais dados obtidos durante a perfuração. O objetivo é entender melhor as características da formação e o potencial dos recursos encontrados.Segundo a Petrobras, o resultado amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e fornece informações adicionais para a avaliação dos sistemas petrolíferos e do potencial de recursos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas.A confirmação do petróleo é uma etapa da avaliação. Para saber se a ocorrência poderá resultar em produção, a companhia ainda precisa estimar o volume presente e analisar a viabilidade econômica da extração.O que será analisadoOs próximos estudos vão reunir os resultados das amostras com as informações obtidas durante a perfuração. Entre os pontos considerados estão:Volume: estimativa da quantidade de petróleo presente na nova zona;Rochas: análise das formações encontradas durante a perfuração;Fluidos: avaliação laboratorial das amostras retiradas do poço;Potencial exploratório: cruzamento dos resultados com os demais dados da área;Viabilidade comercial: análise das condições para uma eventual produção.A nova zona de petróleo foi identificada a cerca de 175 quilômetros de Oiapoque, no Amapá. – Imagem: AtlasMotion/ShutterstockExploração depende de licenciamentoA Petrobras inclui a exploração do bloco em uma estratégia de longo prazo para ampliar suas reservas de petróleo e gás e ajudar a atender à demanda de energia do país. A busca por novas fronteiras também ocorre diante da expectativa de que a produção do pré-sal atinja o pico entre 2034 e 2035 e comece a recuar depois desse período.Leia mais:Eleições 2026: confira os planos de candidatos à Presidência sobre clima e energiaIA pode ajudar na luta contra mudanças climáticas, mas existe um grande problemaComo a Petrobras usa gêmeos digitais para reduzir riscos e economizar milhõesA continuidade das atividades na Margem Equatorial depende do licenciamento ambiental. No bloco FZA-M-59, estão previstos um poço principal e três contingentes. A licença concedida em outubro de 2025 autorizou a perfuração do Morpho, enquanto os demais dependem da análise do Ibama.A exploração da região é alvo de debate ambiental. Cientistas, organizações não governamentais e entidades ambientalistas apontam possíveis impactos sobre recifes, manguezais, pesca artesanal e comunidades tradicionais. Também há discussões sobre a relação entre novos investimentos em petróleo e a transição para fontes de energia com menores emissões de carbono.A Petrobras seguirá com as análises para estimar o volume de petróleo e avaliar a viabilidade de produção no local.O post Petrobras descobre nova reserva de petróleo na costa do Amapá apareceu primeiro em Olhar Digital.