Golpe usa site falso do TSE e cobra taxa via Pix para “regularizar” título eleitoral

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Às vésperas do primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (4), criminosos criaram um site falso que imita o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cobrar uma suposta taxa de regularização do título de eleitor via Pix. O golpe exibe dados pessoais reais, como nome completo e nome da mãe, e exige o pagamento de R$ 47,90 para quitar uma alegada “pendência eleitoral”.O alerta foi feito pela empresa de cibersegurança ESET, que identificou a página fraudulenta durante um monitoramento de ameaças digitais relacionadas ao processo eleitoral.A fraude explora um momento em que milhões de brasileiros costumam consultar sua situação eleitoral para verificar se estão aptos a votar. Embora existam multas para eleitores que deixaram de votar sem justificativa, a Justiça Eleitoral orienta que qualquer consulta ou pagamento seja feito exclusivamente pelos canais oficiais.Segundo a ESET, durante os testes realizados pelos pesquisadores, todos os CPFs válidos consultados apresentaram a mesma suposta pendência e o mesmo valor a ser pago, um dos principais indícios de que se trata de um golpe.Leia mais: Golpes chegam ao sistema de pontos e milhas; saiba como evitar a fraudeComo o golpe funciona?A fraude começa em uma página intitulada “Consulta de Situação Eleitoral”, criada para se parecer com um serviço oficial da Justiça Eleitoral.Ao acessar o site, o usuário é convidado a informar seu CPF. Para transmitir confiança, a página exibe mensagens como “Seus dados são protegidos” e utiliza elementos visuais semelhantes aos encontrados em plataformas governamentais.Golpe simulando página do TSE (Fonte: Print de tela divulgado pela ESET)Após o preenchimento do CPF, o sistema apresenta informações pessoais da vítima, incluindo o nome completo. Em uma etapa posterior, também exibe o nome da mãe e campos mascarados referentes ao título de eleitor, à zona eleitoral e à seção de votação.Golpe simulando página do TSE (Fonte: Print de tela divulgado pela ESET)Na sequência, o eleitor é informado de que seu título está irregular e visualiza um aviso destacado com a palavra “PENDENTE”. A página aponta uma suposta dívida de R$ 47,90, dividida entre multa eleitoral, encargos administrativos e taxa de regularização cadastral.Para aumentar a pressão, os criminosos afirmam que a falta de pagamento pode resultar na suspensão do direito ao voto, no impedimento de participar das eleições, em restrições para acessar benefícios governamentais e em dificuldades para utilizar serviços que exigem situação eleitoral regular.“A exibição de dados pessoais verdadeiros pode fazer o eleitor acreditar que está em um serviço oficial. Ao combinar essas informações com ameaças de impedimento para votar, os criminosos criam uma sensação de urgência para induzir o pagamento sem que a vítima confira o endereço da página ou o destinatário do Pix”, explica Jonathan Ramos, pesquisador de segurança da ESET.Ao clicar na opção para quitar o débito, a vítima é direcionada para uma página de pagamento com QR Code e código Pix Copia e Cola.Golpe simulando página do TSE (Fonte: Print de tela divulgado pela ESET)Vale ressaltar: o destinatário exibido durante a transferência não é o Tesouro Nacional nem qualquer instituição ligada à Justiça Eleitoral, mas uma empresa sediada em Curitiba. A ESET afirma não ter conseguido confirmar se a empresa tem participação direta na fraude ou se atua apenas como intermediária de pagamentos.O uso do nome da Justiça Eleitoral em fraudes desse tipo não é novidade. Em abril deste ano, o próprio TSE publicou um alerta sobre golpes que utilizavam falsas cobranças de regularização eleitoral para enganar cidadãos.Já caiu no golpe?Quem já efetuou a transferência deve entrar em contato imediatamente com a instituição financeira pelos canais oficiais e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix.Além disso, especialistas recomendam registrar um boletim de ocorrência e monitorar movimentações bancárias e contatos suspeitos, já que os dados informados durante o golpe podem ser utilizados em novas tentativas de fraude.Como se protegerA ESET recomenda alguns cuidados para evitar cair nesse tipo de fraude:Consulte sua situação eleitoral apenas pelos canais oficiais. Utilize o site do TSE ou o aplicativo e-Título.Desconfie de links recebidos por mensagens, redes sociais ou anúncios.Verifique o endereço da página antes de informar seus dados. O portal oficial da Justiça Eleitoral utiliza o domínio tse.jus.br.Confira o destinatário do Pix antes de concluir qualquer pagamento. Segundo o TSE, multas eleitorais pagas pelos canais oficiais têm como recebedor o Tesouro Nacional.Desconfie de cobranças acompanhadas de ameaças ou pressão para pagamento imediato.Fique atento ao uso de dados pessoais verdadeiros. Informações como nome completo e nome da mãe podem ter sido obtidas em vazamentos anteriores e não comprovam a legitimidade de um serviço.Em caso de dúvida, interrompa o processo e procure informações nos canais oficiais da Justiça Eleitoral antes de realizar qualquer pagamento.The post Golpe usa site falso do TSE e cobra taxa via Pix para “regularizar” título eleitoral appeared first on InfoMoney.