O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oferece dois canais para quem quiser comunicar problemas nas eleições: o aplicativo Pardal e o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade). Os dois recebem informações do público, mas cada um serve para um tipo de situação.O Pardal recebe denúncias sobre possíveis problemas em campanhas eleitorais. Já o Siade é usado para avisar sobre informações falsas, enganosas ou apresentadas fora de contexto que possam prejudicar as eleições. Saber qual canal usar ajuda a encaminhar cada caso para o lugar certo.O aplicativo Pardal recebe denúncias sobre possíveis problemas em campanhas eleitorais, incluindo ações feitas na internet ou usando inteligência artificial. Imagem gerada por IA via DALL-E/Olhar Digital – (Imagem gerada por IA via DALL-E/Olhar Digital)Pardal de olho nas campanhasSe o problema envolver campanha eleitoral, o caminho é o Pardal. A ferramenta recebe denúncias sobre situações relacionadas a candidatas, candidatos, partidos políticos, propaganda e pesquisas eleitorais. Neste ano, também passou a permitir comunicações sobre práticas indevidas em campanhas realizadas na internet.Até dia 28 de setembro, o aplicativo havia registrado mais de 51 mil denúncias nas 27 unidades da Federação. Entre os cargos com maior número de ocorrências estavam deputado estadual ou distrital, deputado federal e governador.Os registros mais frequentes estavam relacionados a vias públicas, bens particulares e bens públicos.Siade entra em ação contra desinformaçãoQuando a questão envolve conteúdo falso ou enganoso, o canal é outro. O Siade recebe alertas sobre informações apresentadas fora de contexto que possam afetar a integridade das eleições. O envio pode ser feito de forma anônima.A ferramenta também recebe comunicações sobre situações que vão além de uma informação falsa isolada. Entre elas estão:Páginas que se passam por órgãos da Justiça Eleitoral;Uso indevido do logotipo da Justiça Eleitoral;Discursos de ódio e discriminação;Disparos em massa de mensagens eleitorais pelo WhatsApp;Ataques ou ameaças contra integrantes da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral.Também podem ser comunicadas informações falsas sobre a segurança das urnas eletrônicas, o local ou a data de votação e mensagens destinadas a impedir ou desestimular o voto.Dois canais, funções diferentesA separação entre os canais ajuda a direcionar cada ocorrência. O Pardal é voltado a possíveis irregularidades relacionadas às campanhas eleitorais. O Siade, por sua vez, funciona como uma ponte entre eleitores, TSE e plataformas digitais para receber alertas de desinformação e outras situações que possam afetar a integridade do processo.Leia mais:Óculos com câmera são proibidos na cabine de votação? Veja como funciona a regra do TSE em 2026Eleições 2026: entenda a engenharia por trás da urna eletrônicaEntenda como vídeos gerados por IA e deepfakes se tornaram a maior ameaça digital para as eleições no Brasil O Siade não realiza investigações. Depois de receber um alerta, a equipe responsável analisa o conteúdo e, quando necessário, encaminha a ocorrência aos responsáveis. Se houver indícios de violação das regras de uma plataforma, a empresa pode ser comunicada para adotar as providências previstas no plano de conformidade apresentado à Justiça Eleitoral.Nos casos com indícios de crime ou infração administrativa eleitoral, a ocorrência pode ser encaminhada aos órgãos competentes, como o Ministério Público e a Polícia Federal. A natureza do problema, portanto, é o que define qual canal deve ser utilizado.O post Como denunciar problemas nas eleições 2026? TSE explica apareceu primeiro em Olhar Digital.