Cancelamento de debate presidencial no Brasil repercute na imprensa internacional

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O cancelamento do último debate presidencial antes do primeiro turno das eleições brasileiras ganhou repercussão na imprensa internacional.Algumas das principais agências de notícias do mundo destacaram o episódio.A Reuters publicou uma reportagem específica sobre o cancelamento e destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, os dois principais nomes da disputa presidencial, decidiram não participar do encontro.A agência também chamou atenção para as decisões judiciais de última hora que alteraram regras previamente estabelecidas para o debate. Segundo a Reuters, o episódio também evidencia uma mudança no papel dos tradicionais debates televisionados durante as campanhas eleitorais brasileiras.A Associated Press destacou que o cancelamento deixou cerca de 158 milhões de eleitores sem a oportunidade de assistir a um confronto direto entre os dois principais candidatos antes da votação.A agência americana ressaltou ainda que esta é a primeira vez em duas décadas que os principais candidatos à Presidência do Brasil chegam ao primeiro turno sem terem se enfrentado publicamente em um debate.A AP também relatou as duas decisões judiciais que antecederam o cancelamento. Uma delas impediu a Globo de manter no cenário o púlpito vazio reservado a Lula. A outra determinou que a emissora incluísse o candidato Renan Santos no debate.Segundo a Globo, as decisões criaram uma situação de insegurança jurídica e alteraram condições previamente estabelecidas para a realização do encontro.Nos Estados Unidos, a reportagem da Associated Press foi publicada pelo Washington Post. O jornal destacou que o debate da Globo representava a última oportunidade para um confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro antes da abertura das urnas no domingo.A cobertura da Associated Press também chegou à ABC News e a outros veículos americanos que repostaram as reportagens sobre o tema.A agência France-Presse também repercutiu a ausência dos dois principais candidatos. A AFP destacou que Lula optou por participar de um podcast enquanto Flávio Bolsonaro anunciou a desistência horas antes do debate e atribuiu a decisão ao que chamou de censura da Justiça Eleitoral.A repercussão chegou também ao Al Jazeera. O veículo internacional publicou uma reportagem destacando o cancelamento, as ausências de Lula e Flávio Bolsonaro e a justificativa apresentada pela Globo de que decisões do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal haviam criado insegurança jurídica para a realização do programa.Na Europa, a Deutsche Welle publicou uma reportagem detalhando a sequência de acontecimentos que levou ao cancelamento. O veículo alemão destacou que Flávio Bolsonaro desistiu poucas horas antes do programa e que decisões judiciais haviam modificado o formato inicialmente previsto pela emissora.No mundo de língua espanhola, a agência EFE também deu destaque ao episódio. Em reportagem publicada nesta sexta-feira, a agência espanhola descreveu o cancelamento como uma situação incomum na história recente das eleições brasileiras e relacionou o episódio às ausências de Lula e Flávio Bolsonaro e à intervenção da Justiça nas regras do debate.A reportagem da EFE também começou a circular em veículos da América Latina, ampliando a repercussão do episódio fora do Brasil.A cobertura internacional converge principalmente para três pontos: a ausência dos dois principais candidatos, as decisões judiciais de última hora que modificaram as condições para a realização do encontro e o fato de os eleitores terem perdido a última oportunidade de assistir a um confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro antes da votação.O primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras acontece neste domingo, 4 de outubro.