Lula diz disputar contra ‘chefes de quadrilha’ e ‘crime organizado’ em ato na Paulista

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Sem mencionar Flávio Bolsonaro, presidente atacou adversários e pediu mobilização de apoiadores até a votação deste domingoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado, 3, durante seu último ato de campanha antes do primeiro turno, na região da Avenida Paulista, em São Paulo, que disputa a eleição contra “chefes de quadrilha” e o “crime organizado”. Candidato à reeleição, o petista não citou nominalmente o adversário Flávio Bolsonaro (PL) ao fazer as acusações.O senador do PL fez seu último ato de campanha no interior de São Paulo, onde falou a apoiadores que quer vencer para ‘libertar o Brasil’.Lula apresentou a votação deste domingo, 4, como uma escolha entre campos antagônicos. “De um lado, a democracia e a soberania. Do outro lado, a barbárie e a corrupção”, declarou. Em seguida, pediu aos apoiadores que continuassem buscando votos até a eleição.“A partir dessa passeata ninguém descansa. É preciso conversar com as pessoas na rua, no bar, na igreja, no comércio para que a gente convença todo mundo a ir votar”, afirmou. O presidente disse esperar uma vitória no primeiro turno e convocou seus eleitores a retornar à Paulista após a votação.No discurso, Lula também atribuiu ao governo de Jair Bolsonaro a criação de uma “quadrilha da Previdência Social” e mencionou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. As declarações foram feitas como ataques aos adversários, sem apresentação de novas provas durante o ato.As investigações sobre irregularidades no INSS também têm sido usadas pela oposição contra o presidente. Flávio Bolsonaro associou Lula e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao caso. A defesa de Lulinha negou relação com as irregularidades.Ao tratar de crédito, Lula voltou a defender que bancos não enviem cartões sem solicitação dos clientes. A declaração sucede a repercussão de sua fala de quinta-feira, 1º, quando disse discutir com o Banco Central uma restrição à concessão de mais de um cartão por pessoa. Na sexta-feira, esclareceu nas redes sociais que cada cidadão tem o direito de possuir quantos cartões quiser.“Quem quiser cartão de crédito que peça para o banco. O banco não pode ficar mandando para a casa das pessoas sem as pessoas pedirem”, declarou neste sábado. O presidente também criticou os juros cobrados pelo sistema financeiro e prometeu mudanças nas regras do crédito caso seja reeleito.Antes da chegada de Lula, houve um princípio de confusão entre militantes e policiais militares por causa da obstrução da Avenida Paulista. Segundo relatos de dirigentes petistas, a PM pediu que os caminhões da campanha fossem deslocados para a Rua Augusta para liberar o tráfego. O coordenador da campanha em São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, discutiu com policiais, enquanto apoiadores reclamavam que a caminhada não poderia começar sem a presença do presidente.O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo havia autorizado o ato na véspera, sob a condição de que não obstruísse a Paulista. Os trios elétricos foram deslocados para a Augusta. Militantes vaiaram os policiais, e candidatos presentes criticaram a atuação da corporação. Em nota, a PM afirmou que não houve impedimento ao percurso dos participantes.Durante a caminhada, Lula também criticou a ação policial. “Eles não podem transformar a Paulista em um palanque da extrema-direita. A Paulista é do povo brasileiro, não da extrema direita”, declarou. Participaram do ato o vice-presidente Geraldo Alckmin, o candidato ao governo paulista Fernando Haddad, seu vice, Márcio França, e as candidatas ao Senado Simone Tebet e Marina Silva.O post Lula diz disputar contra ‘chefes de quadrilha’ e ‘crime organizado’ em ato na Paulista apareceu primeiro em Vitrine do Cariri.