A dois dias do primeiro turno das eleições, o mercado elevou o risco no mercado brasileiro diante da disputa presidencial mais acirrada da história. O VIX Brasil (S&P/B3 Ibovespa VIX) superou 33 pontos pela primeira vez, no nível mais alto desde a sua criação, em março de 2024. Nesta sexta-feira (2), o VIX fechou atingiu 33,68, renovando o recorde nominal pelo quinto dia consecutivo. Historicamente, os dias que antecedem as eleições no Brasil são caracterizados por um aumento sensível na percepção de risco e de incerteza quanto ao futuro das políticas econômicas, monetárias e fiscais do país.“Essa contínua reprecificação de expectativas impacta o apetite ao risco e a dinâmica de alocação de capital, provocando oscilações significativamente mais bruscas nos principais indicadores financeiros do país, com destaque direto para a volatilidade do índice Ibovespa e da cotação do dólar frente ao real”, afirmam as estrategistas Paula Zogbi e Rebecca Nossig, da Nomad. O Ibovespa, por exemplo, chegou a oscilar nas primeiras horas do pregão, mas firmou alta na reta final da sessão aos 190 mil pontos, no maior nível desde abril. Confira os maiores níveis registrados pelo VIX na série histórica: PosiçãoDataPontuação do S&P/B3 Ibovespa VIX1º01/10/202632,392º29/09/202632,063º28/09/202631,844º30/09/202631,675º21/09/202630,98Fonte: B3O que é o VIX brasileiro? O índice tem uma dinâmica semelhante ao o VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500. Com o ticker VXBR, o índice é calculado a partir das Opções sobre o Ibovespa B3 e mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias. Na prática, funciona como um termômetro da percepção de risco do mercado – por isso, também é chamado de “índice do medo” – e costuma ser acompanhado por investidores, gestores e analistas em momentos de maior incerteza, sobretudo para estratégias de proteção de carteira e gestão de risco.