A Nissan Frontier voltará ao mercado brasileiro no início de 2027, mas em duas configurações completamente diferentes. A picape média deixou de ser vendida no Brasil em agosto, após esgotar os estoques de carros que eram fabricados em Córdoba, na Argentina, até o fim de 2025. O relançamento dependerá de carros fabricados no México e na China.A marca japonesa se prepara para voltar a importar a Frontier do México, como quando a atual geração chegou ao Brasil, em 2017. Agora, quase 10 anos depois, a picape média está em vias de passar por uma reestilização mais profunda, já antecipada pela Nissan, e que chegará ao Brasil em 2027.A estratégia da Nissan será oferecer as Frontier a diesel renovadas e fabricadas Aguascalientes, no México junto com a com a inédita Frontier Pro, uma picape híbrida plug-in de nova geração desenvolvida pela Dongfeng e produzida na China.Teaser da Nissan Frontier 2027Divulgçaão/NissanA fabricante japonesa reconhece que a base de consumidores sul-americanos, muito atrelada ao agronegócio e ao uso severo, continua exigindo motores a diesel confiáveis e de manutenção previsível. Por isso, a chegada da versão mexicana terá prioridade no Brasil e na Argentina, antecedendo o lançamento em outros mercados. Continua após a publicidadeDuas opções de suspensão na traseiraApesar da idade do projeto da Frontier a diesel, a Nissan prepara uma nova reestilização para a picape, em vez de trocar de geração. O modelo adotará a identidade visual mais recente da marca na dianteira. A alteração técnica mais sensível será a oferta de duas arquiteturas de suspensão traseira, com o objetivo de separar de forma nítida as opções de trabalho das variantes voltadas ao lazer. Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. As versões mais caras seguirão com suspensão traseira do tipo eixo rígido 5-link com molas helicoidais, focado no conforto de rodagem e na estabilidade. Nas versões de entrada, a montadora substituirá o conjunto por um eixo rígido tradicional com feixes de molas semielípticas, privilegiando a capacidade de carga. O conjunto mecânico deve manter o motor quatro cilindros 2.3 biturbo diesel de 190 cv e 45,9 kgfm de torque, acoplado ao câmbio automático de sete marchas. Continua após a publicidadeFrontier Pro terá conjunto híbrido de 400 cvO topo da tabela de preços ficará com a Frontier Pro. O projeto, derivado da chinesa Dongfeng Z9, marca a estreia da empresa entre as picapes híbridas plug-in. Ela tem um motor 1.5 turbo combinado com um motor elétrico dianteiro, rendendo ao todo 434 cv e 81,57 kgfm. O câmbio é um automático DHT de quatro marchas, que disponibiliza a tração 4X4 com reduzida. A marca afirma que a autonomia elétrica é de 135 km pelo ciclo CLTC da China, número que será menor no Brasil, onde os testes já começaram. O lançamento, no entanto, acontecerá mais tarde que o das versões a diesel.Nissan Frontier Pro é baseada na Dongfeng Z9Divulgação/Nissan Continua após a publicidadeA Frontier Pro é diferente também no tamanho. Enquanto a versão a diesel mede 5,26 m de comprimento e 3,15 de entre-eixos, o modelo chinês é consideravelmente maior, medindo 5,52 m de comprimento e 3,30 de entre-eixos. Nissan Frontier Pro PHEVDivulgação/Nissan Continua após a publicidadeA aposta simultânea tenta conter dois movimentos distintos do mercado. No segmento eletrificado, a novidade chinesa precisará disputar espaço com a BYD Shark, que emplacou apenas 373 unidades no primeiro semestre de 2026, além de encarar a futura Ford Ranger híbrida plug-in. A opção a diesel, por sua vez, terá a missão de manter competitividade diante das líderes consolidadas da categoria.–Divulgação/NissanOutra definição mercadológica importante para o Brasil envolve a aliança global com a Mitsubishi. A marca confirmou que a nova geração da picape baseada estruturalmente na Triton não será vendida no Brasil. A decisão evita a concorrência interna entre as parceiras de grupo e consolida a linha mexicana atualizada como a principal aposta de volume da Nissan para os próximos anos. Publicidade