Payroll: EUA criam 172 mil empregos em maio, acima das expectativas; taxa de desemprego é de 4,3%

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A economia dos Estados Unidos abriu 172 mil empregos em maio, segundo relatório publicado nesta sexta-feira (5) pelo U.S Bureau Labor Statistics. O resultado representa um avanço no mercado de trabalho em relação a abril. Os economistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam a criação de 85 mil vagas no mês.Além disso, os dados de março e abril foram revisados para cima. Os de março subiram de 185 mil para 214 mil empregos, enquanto os de abril passaram de 115 mil para 179 mil.O relatório, também conhecido como payroll, é a principal métrica do mercado de trabalho dos EUA e avaliado de perto pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos). A taxa de desemprego se manteve em 4,3% em maio com relação ao mês anterior, como o esperado. O salário médio por hora aumentou 0,32%, ou US$ 0,12, a US$ 37,53, na comparação mensal de maio. Na comparação anual, houve aumento salarial de 3,45% em maio.Os dados indicam que o mercado de trabalho nos EUA está ganhando força depois de tropeçar no ano passado, potencialmente dando ao Federal Reserve, o banco central norte-americano, mais espaço para deixar a taxa de juros inalterada em meio ao aumento da inflação decorrente da guerra com o Irã.Economistas estimam que a economia precisa criar entre zero e 50.000 empregos por mês para acompanhar o crescimento da população em idade ativa. A chamada taxa de equilíbrio caiu devido à repressão à imigração, que reduziu a força de trabalho, limitando o aumento da taxa de desemprego.Impactos da guerra?As empresas têm sido cautelosas em relação ao aumento das contratações pois lidam com incertezas, primeiro com as tarifas do presidente Donald Trump no ano passado e agora com a guerra dos EUA e Israel contra o Irã.Até o momento, porém, não há indicações de que o conflito no Oriente Médio, que desencadeou um aumento nos preços do petróleo e de outros produtos transportados pelo Estreito de Ormuz, esteja tendo um impacto significativo no mercado de trabalho.O estímulo fiscal, na forma de restituições de impostos e tarifas, aumentou os lucros corporativos e permitiu que as empresas evitassem demissões em grande escala, disseram economistas.Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas, e algumas empresas solicitaram restituições. Os lucros corporativos aumentaram em US$40,4 bilhões no primeiro trimestre e têm subido desde o segundo trimestre de 2025.* Com informações da Reuters