Câmara aprova acordo entre Mercosul e Efta e retira tarifas entre os blocos

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) o acordo entre Mercosul e Efta, bloco formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. O acordo prevê compromisso de liberalização tarifária em setores industriais e agrícolas, respeitando as especificidades de cada mercado.Os dois blocos se beneficiarão do tratado, concluído em julho de 2025, com melhorias no acesso aos mercados para mais de 97% de suas exportações. Juntos, Mercosul e Efta formam um mercado de 290 milhões de consumidores e um PIB, em 2024, de US$ 4,3 trilhões. Leia mais Agro pode ampliar mercado de US$ 1,2 bi com acordo Mercosul-Canadá Mercosul se aproxima de acordo com Canadá, mas conclusão será após Cúpula Hugo prevê votar Mercosul-Efta na quarta-feira (10) O texto havia sido aprovado ainda nesta terça na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, uma espécie de comissão mista que analisa temas do bloco no Conresso. Com isso, a medida se transformou em um PDL (Projeto de Decreto Legislativo) e foi ao plenário na mesma tarde.O relator do texto, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), celebrou a aprovação do acordo. Segundo o congressista, a ideia é diversificar os mercados para os produtores brasileiros em meio a uma instabilidade geopolítica.“Ampliar mercados deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade. O acordo aproxima o Brasil de economias altamente desenvolvidas, amplia oportunidades para nossos exportadores e fortalece a posição do Mercosul no comércio internacional”, afirmou.Com uma população de 15 milhões de pessoas e um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 1,4 trilhão, os quatro integrantes deste bloco estão entre os maiores PIB per capita do mundo.O acordo estabelece uma área de livre comércio, com a eliminação das tarifas de importação do comércio bilateral.Segundo o governo, ambos os blocos passarão a se beneficiar de acesso melhorado para mais de 97% de suas exportações ao outro bloco.O Brasil liberará aproximadamente 97% do comércio e cerca de 1,2% com quotas e preferências fixas. Já a Efta eliminará 100% de suas tarifas de importação nos setores industrial e pesqueiro.Análise: Os impactos do acordo Mercosul-UE ao Brasil | WW