O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (9) um projeto de lei de US$ 70 bilhões (R$ 362 bilhões) que financia a ofensiva migratória do presidente Donald Trump durante o restante de seu mandato. A medida, aprovada nesta terça-feira pela Câmara dos Representantes e na semana passada pelo Senado, segue agora para o gabinete de Trump para sua promulgação. Para o presidente republicano, ela representa uma vitória em um de seus temas políticos mais emblemáticos.O projeto prevê cerca de: US$ 38 bilhões (R$ 196 bilhões) para o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE)US$ 26 bilhões (R$ 134 bilhões) para a Patrulha de Fronteira (CBP) US$ 5 bilhões (R$ 26 bilhões) adicionais para custos imprevistosEsses recursos somam-se aos quase US$ 140 bilhões (R$ 724 bilhões) já aprovados no ano passado pelo Congresso, de maioria republicana, destinados ao combate à imigração. O governo de Donald Trump enfrenta a pressão dos defensores de uma linha mais dura contra a imigração, que lamentam que as autoridades não tenham conseguido alcançar a meta de um milhão de deportações por ano.Tom Homan, um dos arquitetos desse programa de deportações dentro do governo, prometeu nesta terça-feira uma intensificação das operações, especialmente em Nova York, cidade que vota majoritariamente nos democratas. O texto aprovado nesta terça-feira acabou não incluindo essas reformas solicitadas pela oposição. Várias medidas defendidas por Trump também não constam do projeto de lei, em especial os US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) para a construção de um salão de baile na Casa Branca, projeto fortemente desejado pelo presidente republicano.Também ficou de fora o fundo de quase US$ 1,8 bilhão (R$ 9,3 bilhões) contra a suposta “politização da Justiça”, destinado, segundo o governo, a indenizar pessoas apresentadas como vítimas do sistema judicial.A oposição democrata denunciou a proposta como uma “caixa-preta” que poderia beneficiar, em particular, apoiadores de Trump que invadiram o Capitólio em Washington durante o Ataque ao Capitólio dos Estados Unidos de 6 de janeiro de 2021. Vários parlamentares republicanos também haviam manifestado oposição a essa iniciativa.