Troca de figurinhas da Copa do Mundo incentiva vida social de crianças

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Com a chegada oficial da Copa do Mundo de 2026 nos três países-sede deste ano na última semana, os álbuns de figurinha continuam a ganhar força ao redor do Brasil.A prática coletiva já se tornou tradição passada entre gerações e, pouco antes dos exemplares chegarem às bancas, os fãs já tinham altas expectativas. Assim como em anos anteriores, neste, diversos locais criaram espaços destinados a trocas de figurinhas, o que incentivou crianças e jovens ao redor do país a interagirem com novas pessoas em prol de completar as páginas temáticas. Leia Mais Neymar no álbum: Panini lança figurinhas atualizadas para Copa de 2026 Redes sociais são tão ruins para crianças quanto fumar, dizem médicos "6 7": entenda por que as crianças não param de gritar o número “Nesses espaços, os menores praticam comunicação, negociação, respeito às regras, empatia e resolução de conflitos. São habilidades que fazem parte do desenvolvimento social e que muitas vezes não podem ser aprendidas apenas em ambientes digitais“, afirmou a psicopedagoga Aline Couto em entrevista à CNN Brasil.A especialista ainda reforçou que, como os cromos são aleatórios em cada pacote, a proposta ainda estimula que os pequenos e suas famílias exercitem a “tolerância à frustração, paciência e perseverança”.Incentivo à educação financeira infantilEmbora muitos responsáveis se preocupem com o nível dos gastos e argumentem que a prática pode fazer com que as crianças se desprendam do controle financeiro, Couto reforça que, se feita da forma correta, a tradição pode incentivar a educação financeira.“O álbum pode ser uma ótima oportunidade para ensinar educação financeira. Os pais podem ajudar a criança a estabelecer limites, criar um orçamento para a compra de figurinhas e refletir sobre escolhas e prioridades. A experiência pode despertar noções de empreendedorismo, especialmente quando a criança aprende a administrar suas figurinhas repetidas e negociar trocas”, completou a especialista.Ainda assim, vale reforçar que os impactos sociais da atividade dependem de como ela é apresentada às crianças e conduzida pelos pais posteriormente.*Publicado por Luiza Zequim, da CNN Brasil, sob supervisão de Gabriela MaracciniEm clima de Copa: veja os nomes de jogadores mais usados em pets